26 de fevereiro de 2012

1984

Terminei de ler 1984, do George Orwell. Sempre quis ler este livro, muito mais por ter nascido neste ano do que propriamente por ele ser um clássico contemporâneo da decadência iminente da humanidade. O livro é bom porque o final é terrível e não deixa ilusões quanto à perversidade do poder e de como o conhecimento é a chave da liberdade. Não decifrei completamente o enigma dos três slogans da história: Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força.

Sei que liberdade sem disciplina é vício – e vício é escravidão; sei-o muito bem, porque tenho sido vítima da minha liberdade indisciplinada. Já disse uma vez que, se pudesse escolher, e se eu nascesse de novo, gostaria de ser mais rápida. Aproveito para adicionar que gostaria de ser mais disciplinada também. Eu vivo minha vida na última hora, sendo salva pelo gongo, contando sempre com a sorte que, a bem dizer, nunca me faltou. É estressante às vezes, mas é emocionante. Outra coisa emocionante também é viver com pouco dinheiro. A dificuldade torna as coisas muito mais valiosas, e assim apreciamos mais aquilo que adquirimos ou que nos é oferecido. Não é à tôa que pessoa muito ricas tendem a se entediar com mais prontidão (acabo de declarar ao mundo minha vocação para a pobreza).

Guerra é Paz. Talvez esse enigma seja mais fácil de compreender: guerra é paz. Acho que o medo da bomba atómica é o que impede a porra toda de ir pelos ares. Não existem mais trincheiras. Hoje em dia a guerra seria muito mais covarde. Não seria isso mais um daqueles velhos e cretinos sofismas: Só há paz se houver guerra; de outro modo, não saberíamos que vivemos em paz? Não acredito que Orwell tenha feito fama em cima de uma ideia tão estúpida.

O que me leva a pensar na mais intrigante das três sentenças: Ignorância é Força. Tive que recorrer ao dicionário em busca de mais significados para esta palavra, porque na minha mente ignorância é sempre associada a falta de conhecimento, pura e simplesmente. Dessa forma, não consigo encontrar sentido na frase. Mas uma das acepções possíveis, a de que ignorar significa «não ter ou não possuir», torna mais possível o entendimento. Não temos algo e buscamos tê-lo? Isso nos daria força para buscar algo? Bem, acho que no contexto do livro não é isso. A ignorância de conhecimento dos fatos históricos daria ao Partido a força para dominar as pessoas. É. Acho que no fundo não é nada tão complexo assim.

3 de fevereiro de 2012

Vegetarianismo

Compartilho o link para um vídeo em animação, bem curtinho, que fala sobre o impacto da criação de animais para o abate. Eu vivo nessa saia-justa de comer ou não comer carne, uma vez que se eu comer carboidratos demais, eu passo mal bocados. Daí que eu preciso ingerir carne no lugar da batata, do arroz ou do macarrão. Mas, sim, o consumo três vezes por semana é suficiente para mim.

No Porto, Portugal, 2011.

Vi num blog, compartilho a frase...

«Jamais vu... the opposite of déjà vu. It's when you meet the same people or visit places again and again, but each time is the first. Everybody is always a stranger. Nothing is ever familiar».

Chuck Palahniuk

Portugal, mais uma vez


A partida se anuncia com um sopro de saudade vindoura. E eu, que sou só uma, me divido em duas, mais uma vez.


26 de janeiro de 2012

O Carnaval em Brasília

Fevereiro de 2012


INIÍCIO DAS AULAS

A situação das escolas do Entorno do DF
Extraído da página web do Jornal do DF/Globo

Link

O secretário-adjunto de Educação, Cleomidio de Oliveira, diz que tem R$1 milhão para reformar as escolas municipais. As aulas têm início em 6 de fevereiro, e várias escolas encontram-se em péssimo estado físico (o que podemos dizer de qualquer outro estado??). O secretário-adjunto afirma que as escolas ainda serão reformadas. A partir de hoje, faltam 11 dias para o início do ano lectivo.

Resolução de última hora: 50 mil reais da Secretaria de Educação de Goiás repassados directamente aos conselhos escolares, para «pequenas reformas».

CARNAVAL

Expectativas carnavalescas
Extraído da página web do Jornal do DF/Globo

Link

O governo do GDF promete R$12 milhões para o Carnaval de 2012, que ano passado recebeu 9 milhões. Serão 3 dias de festa (como de hábito, não?). A Secretaria de Cultura do DF entra com 5 milhões, e uma escola, que representa todas as outras (não entendi aonde ou o que), vai receber por isso 5 milhões só pra ela.

Prestação de contas: as escolas recebem os 500 mil reais restantes do orçamento da Secretaria de Cultura do DF.

Em setembro de 2011, a Secretária de Educação do DF pediu demissão. Ela foi exonerada juntamente com o secretário-adjunto da pasta. Sua saída eleva para quatro o número de secretários de Estado que deixaram de fazer parte do (des)governo de Agnelo.

21 de janeiro de 2012

O amor me sufoca.
Sufoca-me de alegria por me sentir tão, tão amada.
Eu choro, de felicidade, por me sentir abençoada pelo amor de tantas pessoas queridas, que vêm até mim, que se preocupam, que se lembrar, que são leais. Elas dão o melhor de si para mim, sempre muito mais do que eu poderia pedir ou imaginar.

19 de janeiro de 2012

Sobre aqueles momentos em que a vida volta a ter graça

Brechtianas

«Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo a frente, seu pão e seu salário. E agora, não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertencem».


«A memória da humanidade para os sofrimentos passados é espantosamente curta. Sua imaginação para os sofrimentos por vir é quase menor ainda. É essa insensibilidade que temos que combater. Porque a humanidade é ameaçada por guerras, que comparadas com as que se passaram são ensaios, e elas virão sem dúvida alguma, se àqueles que publicamente as prepararam, não se lhes corta as mãos».

7 de janeiro de 2012

piece or peace?

Yes, I'm feeling like a piece of shit...
Oh, no, not a peace of shit.
F*ck.