25 de abril de 2008

Josephine Baker


um curta de lígia benevides e narjara medeiros.

Josephine Baker

Pequeno documentário sobre Josephine Baker, grande musa das décadas de 20 e 30.

A short photodocumentary about Josephine Baker, a great diva of the 20's and 30's. English Version avaiable too at http://youtube.com/watch?v=iZf_X3gzyUo.

18 de abril de 2008

7 de abril de 2008


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


(In "Tabacara", de Álvaro de Campos)

Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando,
e o beberei como vinho,
e o usarei como vestimenta.
Na aurora, o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra das árvores
onde me protegerei do sol como os pássaros.

Ao entardecer conduzir-me-á ao poente,
onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz,
e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.
À noite, o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores
onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.

O amor será meu tutor na juventude,
meu apoio na maturidade,
e meu consolo na velhice.
O amor permanecerá comigo até o fim da vida,
até que a morte chegue,
e a mão de Deus nos reúna de novo.

GIBRAN KHALIL GIBRAN

Pintura: Kiss (1892), de Toulouse-Lautrec

Ben Vautier


6 de abril de 2008

POESIAS PARA UM AMOR A MENOS
Lili.


"Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosses nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer"

(Do Desejo, 1992)

Hilda Hilst



Poesia

"Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentroe não quer sair.
Mas a poesia desse momento
inunda minha vida inteira"

Carlos Drummond de Andrade


"Até logo, até logo, meu companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo"

Sergei Iessiênin
(Tradução: Augusto de Campos)