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3 de fevereiro de 2014

Chamada para artigos sobre o documentário Íbero-Americano contemporâneo

Diante da morte do documentarista Eduardo Coutinho, de uma forma abrupta e impressionante, o que pode ser feito? Ver seus filmes, analisá-los, conservá-los e difundi-los. Recebi por e-mail um "call for papers" que veio a calhar nesse sentido.

A revista de cinema Doc On-Line está com inscrições abertas para sua 16ª edição, cujo tema será o Documentário Ibero-Americano contemporâneo. Diferentes abordagens compõem a publicação: Dossier Temático, Artigos, Análise e crítica de filmes, Leituras, Entrevista, Dissertações e Teses. 

Com duas edições ao ano, a Doc On-line é uma parceria luso-brasileira entre Universidade da Beira Interior (UBI, Portugal) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, Brasil). Os editores da revista são Manuela Penafria, da UBI (que foi minha orientadora no mestrado com o "Filmes de Papel") e Marcius Freire, da Unicamp. A publicação é excelente e transita de forma abrangente no estudo do cinema documentário, com diversidade temática e, segundo o site, "com especial ênfase nas abordagens de carácter multidisciplinar".

Lançada em dezembro do ano passado, a última edição tem como foco o tema História e Documentário, e dedica-se a pensar a representação da História no documentário, bem como a contribuição do documentário na construção de uma representação histórica. A partir do olhar da Nova História, defendida por Marc Ferro, o documentário - e, principalmente, a contabilidade dos feature films - são ingredientes importantes para a análise e reconstrução do passado. A diversidade de textos é riquíssima: confira a 15ª edição aqui.

O prazo para envio dos textos é dia 20 de junho. Veja mais sobre as inscrições para a 16ª edição da DOC On-line: Revista Digital de Cinema Documentário aqui.

23 de janeiro de 2014

Curtas-metragens realizados no projeto “Línguas em Vídeo” disponíveis na internet a partir do dia 27

Na próxima segunda-feira, 27, a partir do meio-dia, os vídeos produzidos no âmbito do projeto “Línguas em Vídeo – Multilinguismo e Inclusão Cultural em Narrativas Audiovisuais” (LEA/MSI-IL-UnB) estarão disponíveis na internet para visualização em seu canal no YouTube.
Lançamento do DVD na Faculdade de Tecnologia da UnB
O projeto teve início em abril e o DVD com os quatro curtas-metragens foi lançado em dezembro do ano passado, na Faculdade de Tecnologia da UnB, com a presença de professores, alunos e membros da comunidade. Foram produzidas cerca de 300 cópias, a serem distribuídas gratuitamente para estudantes, professores e pesquisadores do Instituto de Letras. “Apesar de termos produzido um DVD para promover culturas de minorias linguísticas, a divulgação via internet aumenta o alcance do trabalho desenvolvido. Devido ao objetivo educacional do projeto, os vídeos foram legendados em francês, mas ainda queremos produzir legendas em espanhol e inglês por serem línguas de trabalho dos estudantes de LEA-MSI”, afirma o coordenador do projeto, prof. Marcos de Campos Carneiro.
Os vídeos foram produzidos, roteirizados e dirigidos por estudantes da UnB, e todos possuem janelas de Libras. Os curtas “O Bacharelado em LEA/MSI” e “Casa da Palavra” são legendados em francês; o curta “Universidade para Todos?”, em sua maior parte protagonizado em Libras, possui legendas em português; por fim, “Kwaryp – Alegria do Sol”, possui legendas em kamaiwrá e em português. Desta forma, para contemplar a diversidade linguística do projeto, haverá duas versões de cada um dos filmes na internet: uma em Libras e uma legendada.
Profa. Enilde Faulstich fala sobre o Multilinguismo no IL
Participaram do projeto alunos dos cursos de Línguas Estrangeiras Aplicadas (LEA/MSI), de Letras/Libras, e de Tradução do Instituto de Letras. “O objetivo deste projeto foi de capacitar os alunos para a produção de vídeos que apresentassem à sociedade o trabalho desenvolvido nos cursos de Letras da UnB. É uma forma de mostrar à comunidade acadêmica e não-acadêmica aquilo que é produzido na universidade. Além disso, também é uma maneira de atrair novos alunos para estes cursos”, explica o prof. Carneiro. 
Os filmes produzidos são “O Bacharelado em LEA/MSI” (7 min, dir. Márcio Henrique S.P. Souza), sobre o curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas; “Casa da Palavra” (9 min, dir. Lígia Benevides), que trata do multilinguismo no Instituto de Letras; “Kwaryp – Alegria do Sol” (11 min, dir. Páltu Kamaiwrá e Chandra W. Viegas), sobre o ritual Kwaryp e o projeto de doutorado do linguista indígena da UnB, prof. Páltu; e “Universidade para Todos?” (11 min, dir. Saulo Machado), sobre a presença da Língua Brasileira de Sinais nos cursos e no vestibular da UnB. 
A equipe de realização de "Universidade para Todos?"

O projeto “Línguas em Vídeo” recebeu o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do GDF (FAC/GDF). A realização é do curso de Línguas Estrangeiras Aplicados ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação (LEA/MSI), do Instituto de Letras (IL) e da Universidade de Brasília (UnB). Colaboração de Conosco – Cinema e Arte, UnB TV, Trilha Mundos e Instrumento de Ver; e apoio do Laboratório de Línguas Indígenas (LALI) e o departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET). O lançamento do DVD foi organizado e patrocinado pelo Eventos/LET.



Créditos das fotos: Claudia Sachetto (Trilha Mundos) e Messias Ramos

Serviço:
Lançamento Web do projeto “Línguas em Vídeo”
27/01/2014 - segunda-feira
A partir de 12h


Assessoria de Imprensa:
Lígia Benevides (Conosco – Cinema & Arte)
(61) 8134-6834


25 de novembro de 2013

Universidade de Brasília promove lançamento de filmes produzidos e dirigidos por estudantes de Letras

Cartaz de divulgação
Acontece no dia 9 de dezembro, às 14h, no auditório Roberto Salmeron (Faculdade de Tecnologia – Campus Darcy Ribeiro) o lançamento oficial do DVD “Línguas em Vídeo – Multilinguismo e Inclusão Cultural em Narrativas Audiovisuais”, com a exibição de quatro curtas-metragens produzidos por alunos dos cursos de Letras da Universidade de Brasília (UnB).
O DVD é resultado do curso de extensão de mesmo nome, que teve início em abril e promoveu oficinas, palestras e cursos sobre produção audiovisual, com a participação de alunos dos cursos de Línguas Estrangeiras Aplicadas, de Letras/Libras, e de Tradução do Instituto de Letras. “O objetivo deste projeto foi de capacitar os alunos para a produção de vídeos que apresentassem à sociedade o trabalho desenvolvido nos cursos de Letras da UnB. É uma forma de mostrar à comunidade acadêmica e não-acadêmica aquilo que é produzido na universidade. Além disso, também é uma maneira de atrair novos alunos para estes cursos”, explica o coordenador do projeto, prof. Marcos de Campos Carneiro.
A ideia do projeto surgiu a partir de uma publicação acadêmica do prof. Carneiro no III Simpósio Internacional sobre o Multilinguismo no Ciberespaço, organizado pela Rede Mundial para a Diversidade Linguística (MAAYA). A pesquisa faz uma análise da importância do multilinguismo na sociedade atual, especialmente com a presença da Internet no cotidiano das pessoas: “Existem aproximadamente 6 mil línguas vivas no mundo. No Brasil, além do português brasileiro, encontramos também as línguas indígenas e a língua brasileira de sinais (Libras). Com estes vídeos, queremos mostrar a importância de valorizar as línguas de baixa difusão, que também devem ter asseguradas seu direito à expressão e à comunicação”, ressalta o professor.
Além da exibição dos curtas, haverá uma palestra com a profa. Enilde Faulstich, do Instituto de Letras, e debate com os realizadores após a projeção. Após o debate, haverá um coquetel com sorteio dos DVD's.
“Este é um projeto de interesse de toda a comunidade. O multilinguismo dentro de uma sociedade pode ser visto como um termômetro de sua tolerância ao multiculturalismo. O Brasil é um país de muitos sotaques, mas também de muitas línguas. Com estes vídeos, queremos que as pessoas se atentem para esta realidade e que percebam a riqueza das línguas brasileiras”, conclui o prof. Carneiro. Todos os vídeos possuem tradução para Libras.
Rótulo do DVD
Os filmes exibidos serão “O Bacharelado em LEA/MSI” (7 min, dir. Márcio Henrique S.P. Souza), sobre o curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas; “Casa da Palavra” (9 min, dir. Lígia Benevides), que trata do multilinguismo no Instituto de Letras; “Kwaryp – Alegria do Sol” (11 min, dir. Páltu Kamaiwrá e Chandra W. Viegas), sobre o ritual Kwaryp e o projeto de doutorado do linguista indígena da UnB, prof. Páltu; e “Universidade para Todos?” (11 min, dir. Saulo Machado), sobre a presença da Língua Brasileira de Sinais nos cursos da UnB.
O projeto “Línguas em Vídeo” recebeu o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do GDF (FAC/GDF). A realização é do curso de Línguas Estrangeiras Aplicados ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação (LEA/MSI), do Instituto de Letras (IL) e da Universidade de Brasília (UnB). Colaboração de Conosco – Cinema e Arte, UnB TV, Trilha Mundos e Instrumento de Ver; e apoio do Laboratório de Línguas Indígenas (LALI) e o departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET). O lançamento do DVD é organizado e patrocinado pelo departamento de Eventos do LET.
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Programação

14h – 14h10: Abertura

14h10 – 14h25
: Prof. Marcos Carneiro – Coordenador do Projeto Línguas em Vídeo; Representante do Instituto de Letras; e Representante do Fundo de Apoio à Cultura – FAC/GDF

14h30
Palestra da Prof. Dra. Enilde Faulstich – Multilinguismo no Instituto de Letras

15h
Exibição dos filmes

O Bacharelado em LEA/MSI – inst | 7’ | Dir. Márcio Henrique Sanchez Prates Souza
O curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas é um dos mais recentes da UnB: foi criado em 2010, dentro do programa de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni). Nesta curta, os professores do curso explicam as diferentes linhas de atuação e de pesquisa oferecidas pelo curso, como tradução audiovisual, inserção de línguas minoritárias no mundo digital, censos linguísticos, criação de dicionários, criação de webpages acessíveis, terminologia e organização de conferências internacionais.

Casa da Palavra – fic/doc | 9’ | Dir. Lígia Benevides
Kathy é de Cabo Verde e veio fazer o curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas na Universidade de Brasília. Ela tem colaborado na realização de um documentário sobre a presença de estudantes africanos na UnB. Quando Kathy precisa fazer um trabalho sobre Multilinguismo no Instituto de Letras, onde estuda, o documentarista decide acompanhá-la em sua pesquisa.

Kwaryp - Alegria do Sol – doc | 11’ | Dir. Páltu Kamaiwrá e Chandra Wood Viegas
Páltu é doutorando em Linguística no Laboratório de Línguas Indígenas (LALI) da Universidade de Brasília, e realiza uma pesquisa sobre o Kwaryp, ritual oferecido a líderes recém-falecidos, em várias aldeias do Alto Xingu. Quando seu pai morre, Páltu deve voltar para casa e oferecer o ritual ao seu falecido pai, que era líder na comunidade Kamaiwrá.

Universidade para Todos? – doc | 11’ | Dir. Saulo Machado
Neste documentário, escrito, produzido, editado e dirigido por falantes de Libras, um grupo de alunos do curso de Letras/Libras da UnB coloca em discussão a acessibilidade do Vestibular para pessoas com deficiência auditiva. Os alunos questionam a atual forma de ingresso na universidade, e trazem novas propostas para tornar o processo seletivo mais justo e adequado aos surdos.

16h – 17h
Debate com os realizadores dos filmes
Mediador: Prof. Marcos Carneiro

17h
Coquetel e sorteios dos DVD’s



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Serviço:
Lançamento do DVD “Línguas em Vídeo”
09 de dezembro de 2013
14h às 18h
Auditório Roberto Salmerón da Faculdade de Tecnologia/UnB
Classificação Indicativa: Livre
Entrada Franca
Evento no Facebook

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Assessoria de Imprensa:
Conosco/Lígia Benevides
(61) 8134-6934

11 de fevereiro de 2013

A Cambinda do Cumbe


Doc/30min/2007/PE

Direção: Luca Barreto
Realização: Canal 03


Sinopse

Documentário sobre o Maracatu Rural mais antigo de Pernambuco. A Cambinda Brasileira está sediada no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, a 55km de Recife, e completou 90 anos de atividade em janeiro de 2008.


Ficha Técnica

Direção: Luca Barreto
Realização: Canal 03
Fotos: Aline Feitosa, Beto Figueiroa, Elenilson Soares, Mateus Sá e Luca Barreto
Antropóloga/Textos: Sumaia Vieira
Diretor de Fotografia: Mariano Picman
Câmera Adicional: Bacco Andrade, Ricardo Vasconcelos e Luca Barreto
Editor: Ailton Pereira e Luca Barreto
Trilha Sonora: Terno do Maracatu Cambinda Brasileira e Medalha Xukuru (Flautas)





9 de setembro de 2012

Retrospectiva de Glauber Rocha na Cinemateca Portuguesa

Quando eu tinha 20 anos eu participei, pela primeira vez, da realização de um curta-metragem, na função de produtora de objetos, de cenário e de figurino, função que dividi com duas outras moças. Foi uma tarefa bem-sucedida, posto que o filme recebeu o prêmio de Melhor Figurino na Mostra da ABD-Goiás, em 2004. Foi o meu primeiro filme, e o meu primeiro prêmio. O diretor do filme não dividiu a grana do prêmio conosco - e foi logo aí que presenciei o primeiro racha na equipe que até então era composta por amigos. Uma das figurinistas ficou particularmente chateada com isso, mas o engraçado mesmo é que, quando o filme que ela dirigiu (e eu produzi, e no qual todo mundo trabalhou de graça) ganhou o prêmio de Melhor Filme Univesitário, ela não dividiu o prêmio com ninguém - e depois que a roteirista chiou e bradou e bateu o pé, ela ganhou lá uns 300 reais. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né?

Quando o «Boca no Lixo» ganhou um prêmio de 10 mil reais de Melhor Curta Goiano, em 2007 ou 2008, não me lembro bem, todo mundo que trabalhou ganhou a sua parte no prêmio - e eu fiz questão de que fosse uma grana boa, porque não foi um prêmio de direção, foi um prêmio de equipe. A co-diretora do filme era a mesma menina do filme que mencionei no parágrafo anterior. Diante da minha veemência, ela não se opôs completamente, mas achou que as fatias estavam grandes demais. De todo modo, ficou o valor que eu estipulei.

O cinema, como qualquer outra atividade humana, não prescinde da ética, não prescinde de uma regulação. As pessoas pensam diferentemente umas das outras, mas elas precisam chegar num acordo. Cada um faz o filme que quiser, produz da maneira que lhe é conveniente, mas precisa arcar com as consequência do seu modus operandis e enfrentar as críticas, e defender o que pensa. Nenhum filme é unanimidade, e nenhum filme escapa da dimensão ética, seja no estágio de pré-produção, pós ou quando cai na mão da plateia.

Lá se vão oito anos desde o meu debut como figurinista, e lá se vão seis anos do debut como diretora de uma ficção. Não é muito tempo, eu sei, mas já é uma estrada, um atalho ou um caminho. Nesse período, fui iniciada na cinematografia brasileira e mundial, e um dos expoentes de ambas é o famoso Glauber Rocha, muito conhecido também pelo íntimo e casual Glauber. No Brasil, e isso eu já até li n'algum lugar, existe uma proximidade muito grande com seus «ídolos», com suas figuras públicas. É uma intimidade que o povo tem com as pessoas famosas, seja de quais áreas forem, e que eu acho particularmente admirável. É o Glauber, é o Chico, é o Caetano, é o Gil, é Bethânia, é Gal. Talvez o único que não seja assim chamado sem o sobrenome é o Sílvio Santos, mas é porque o povo fala como se fosse uma coisa só: Silviosantos.

Pois é. A Cinemateca Portuguesa, o primeiro lugar que eu conheci quando cheguei em Lisboa, há quase 2 anos, vai fazer uma retrospectiva do Glauber. E eu, que apesar de há tanto tempo envolvida com isso de cinema, nunca consegui ver um filme inteiro dele (exceto pelos curtas, Di Cavalcanti e Maranhão 66) sem dormir ou desistir, ou porque estava mesmo com sono, ou porque a cópia da internet era tão ruim que eu não via nem entendia nada do que o povo dizia.

Mas agora eu não tenho mais desculpa, porque a Cinemateca vai exibir as películas restauradas, com legenda e tudo o que se tem direito. Estou mesmo emocionada com a possibilidade de ver o Glauber em tela grande, no cinema, em 35mm (sou fetichista mesmo). Quero ver todos os filmes, todos, porque quero aproveitar essa oportunidade de, fora do Brasil, ver o seu ícone máximo do cinema.

Fiz uma agenda e vou tentar cumpri-la à risca.

Dia 10, 19h
Barravento

  
Cartaz no Brasil, França e Reino Unido

Dia 10, 22h
Terra em Transe

  

 


Dia 12, 19h30
Deus e o Diabo na Terra do Sol

  
Um cartaz brasileiro que eu ainda não conhecia, a versão alemã e a versão francesa.
Clique para ver maior.


Dia 13, 22h
Câncer



Dia 14, 21h30
O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (a.k.a. Antônio das Mortes)

     
Várias versões, inclusive uma (a quarta) que me parece ser alemã

Dia 17, 21h30
Der Leone have sept cabeças (O Leão de Sete Cabeças)

 
Cartaz francês e alemão, sendo que a ilustração do primeiro é uma obra do Kandinski


Dia 18, 21h30
Cabezas Cortadas

 
Cartaz alemão (ou austríaco?) e o cartaz brasileiro

Dia 24, 22h
História do Brasil


O próprio

Dia 26, 22h
Claro

Um arremedo de cartaz, não sei se é o original

Dia 27, 22h
A Idade da Terra



Dia 27, 19h
Curtas-Metragens
Pátio | Amazonas, Amazonas | Maranhão 66 | Di Cavalcanti

O polêmico filme feito no enterro do pintor Di Cavalcanti

13 de maio de 2012

Dia das mães

Música para ouvir enquanto lê a postagem:


«Paula e Bebeto», de Milton Nascimento e Caetan Veloso, em «Minas», de 1975

Mais um dia das mães longe da minha. Este ano não fiz um postal para ela, como no ano passado. Mas liguei e falei com ela e com as outras mães presentes.

E porque hoje é dia das mães, eu lembrei da velha analogia que são os filmes e os filhos. Já ouvi muitos realizadores fazer essa brincadeira, especialmente quando o filme fica pronto e em pouco tempo, vai para o mundo. Acabei por pensar em algumas analogias entre as crias humanas e cinematográficas.

1. Muito dificilmente podemos fazê-los sozinhas.
2. A concepção demora e dura vários meses, geralmente.
3. É difícil ouvir alguém falar mal ou criticá-lo.
4. Fazemos não para nós, mas para o mundo.
5. A um certo momento, cria asas e já não precisa mais de nós para circular.
6. Geralmente temos orgulho do que fizemos, mesmo que não saia tão bem quanto pensamos que poderia!

E estes sãos os meus «filhos»: «Cadê a Véia?», o mais velho, de 2006; «Sons do Centro», 2006 (com Thiago Ramos); «H.O. Memórias de Arquivo», de 2007 (com Raimundo Alves), «Boca no Lixo» (2007), uma co-direção, e o mais recente, «Solilóquio para agonias distendidas», de 2011, que fiz com ajuda do João Feitor, português da gema e ótimo câmera.




Não vejo a maternidade como uma certeza em minha vida. É engraçado como ainda hoje espera-se que, a priori, uma mulher tenha o desejo e coloque como meta em sua vida a geração e criação de uma criança. Talvez porque resida nela, como ser humano do sexo feminino, a chave para a gestação da continuidade da espécie, mas podemos estar muito além do que as imposições biológicas nos dizem para estar. Esse tipo de pensamento, embora de fato pertença a muitas mulheres - provavelmente a maioria delas - começa a causar um certo constrangimento à medida que uma mulher envelhece e não tem filhos. Sempre haverá alguém para questionar a ausência da maternidade, nem que seja para puxar assunto. 

Eu, que sou uma mulher de 28 anos, já me vejo às voltas com perguntas as quais não sinto que devo responder, ou que estejam em questão. Ainda que a maternidade fosse uma meta para mim, há ainda outras que desejo conquistar e a mim me importam mais, ao menos no momento.

Já sonhei estar grávida inúmeras vezes, e inclusive sonhei, há uns dias, que carregava mesmo um bebê (que por sinal era mágico). E confesso que sempre gostei da sensação de carregar uma criança, dentro de mim ou nos meus braços. Não posso mentir: eu e as crianças nos damos bem. 

Mas, por enquanto, ainda prefiro sonhar que as tenho ao invés de tê-las de verdade. Fico com meus filmes, com meus planos de trabalho, de viagem... e o que mais pintar. Se tiver de ser, será?

30 de março de 2012

Revista «Cinema»


Um belo dia de primavera, no ano passado, eu encontrei uma revista mais velha do que eu, intitulada «Cinema». Em preto-e-branco, com uma diversidade de textos sobre cineastas europeus, a publicação foi de responsabilidade da Federação Portuguesa de Cineclubes, e estava muito bem-feita e bem conservada (talvez mais do que eu mesma). Por apenas 2 dinh€uros, ela tornou-se minha.

Para poder compartilha-la com meu profº de Cinema Português, o profº Frederico, da UBI, eu escaneei a dita cuja, mas a falta de prática com o escaner fez com que uma página ficasse em falta, e outra duplicada. Durante um ano o arquivo ficou parado no meu computador, até que eu tomei vergonha nessa carinha linda!, e baixei um editor de arquivos em formato PDF (aleluia, senhor).

Mandei pro profº Frederico, tudo certo, ele gostou, maravilha. Mas eis que, após um mês, o Rapidshare me manda um aviso, dizendo que o arquivo seria deletado uma vez que se encontrava inativo, i.e., nenhuma outra alma baixou a revista.

Então resolvi compartilhar no facecu, e mais de 30 pessoas já baixaram a revista! Fiquei feliz, né, não vou mentir!

Se você está curioso para ver essa belezinha, pode baixa-la aqui!


Cinema Documentário Brasileiro


A revista Piauí fez uma entrevista com uma diretora brasiliense de documentários que até me inspirou. Agora é correr atrás dos filmes da gaja, dos quais já tinha ouvido falar de um, o «Juízo». Ela bem que merecia uma mostra com seus filmes, com direito a debate e etc.

Para ler a matéria, é só clicar aqui.

E para ver o trailer de «Juízo», aqui.

4 de maio de 2010

Mostra de Cinema Libanês

Imagens das Guerras e do Exílio

Durante todo o mês de maio o Cineclube do Balaio Café (SCLN 201) exibirá produções recentes da cinematografia libanesa na mostra de filmes “Imagens das Guerras e do Exílio”. Sempre às segundas-feiras, de 10 a 31 de maio, com sessões às 19h30 e às 21h15, Brasília terá a oportunidade de conhecer a realidade inquietante de um país em formação.


O cinema libanês a partir da década de 90 é um cinema de interpelação. Recortado pelo drama da guerra civil (1975-1990) e pelos conflitos que se seguiram e se fazem presentes até os nossos dias, recria imagens que oscilam entre o absurdo, o luto e a crença na reconstrução. É um cinema de testemunho que se interroga sobre a intolerância e suas consequências, traçando, através da restauração da memória, o caminho inverso da destruição das cidades, das famílias e das relações humanas. Ao retratar cenas das inúmeras guerras por meio de ficção ou de documentários, o cinema libanês atual nos força a responder sobre o intolerável da existência e nos enfrenta com sua própria verdade. Além de ser cortado pelas principais questões geopolíticas atuais, busca construir sua própria démarche com tonalidade realista, ressaltando a multiplicidade política, religiosa e cultural que marca o Líbano. A produção mais recente inclui documentários, curtas, longas metragens e cinema de animação, apontando para um quadro diversificado em forma e estilos.

A mostra “Imagens das Guerras e do Exílio” traz à Brasília sete longas-metragens, entre ficção e documentário, que têm por tema a guerra civil libanesa e os conflitos que marcaram as décadas de 90 e 2000. São filmes legendados em inglês, premiados internacionalmente e de escassa exibição no Brasil, o que confere à mostra originalidade.
A mostra está sendo realizada pela Conosco – Cinema & Arte, e conta com o apoio do Balaio Café, Ossos do Ofício e Brazucah Produções, e com curadoria de Helen Leal.

Programação

10/05
19h30 Under the Bombs – ficção/2007/94’ – Dir.: Phillipe Aractinge
21h15 Pictures – documentário/43’/2007 – Dir.: Raghida Skaff

17/05
19h30 33 Days - Documentário/70’/2007 – Dir.: Mai Masri
21h15 Ring of Fire – Ficção/90’/2004 – Dir.: Bahij Hojeij

24/05
19h30 West Beirut – Ficção/105’/1998 – Dir.: Ziad Doueiri
21h15 Children of Shatila – Documentário/47’/1998 – Dir.: Mai Masri

31/05
19h30 Zozo - Ficção/102’/2005 – Dir.: Josef Fares

TODOS OS FILMES TERÃO LEGENDAS SOMENTE EM INGLÊS!

SERVIÇO

Mostra de Cinema Libanês – Imagens das Guerras e do Exílio

Datas: 10, 17, 24 e 31 de maio de 2010

Horário: sessões às 19h30 e 21h15 (exceto dia 31)

Local: Balaio Café (SCLN 201 – Bloco B – Loja 19) - (61) 3327-0732

Entrada Franca

Classificação Indicativa: 18 anos

* Todos os filmes terão legendas somente em Inglês

Realização

Conosco – Cinema & Arte

Balaio Café

Curadoria: Helen Leal

Produção: Helen Leal e Lígia Benevides

Assessoria de Imprensa: Lígia Benevides – 61. 91642520 – conosco.cinema@gmail.com

Apoio

Ossos do Ofício

Coletivo de Cineclubes do Distrito Federal