16 de setembro de 2013
1 de julho de 2013
Nossinhora!
28 de junho de 2013
Campanha «Respeite as Ciclovias»
Cansada de ver carros estacionados em cima da ciclovia, ou impedindo a passagem nos cruzamentos, ou mesmo impedindo parcialmente alguma faixa com a frente ou a traseira do carro, comecei a distribuir esses pequenos folhetos, como se fossem post-its, nas janelas dos carros mal-educados.
Para que a ideia se espalhe e mais pessoas possam dar a multa cidadã - já que o Detran-DF até hoje não iniciou a prometida campanha educativa no trânsito - disponibilizo aqui a imagem para impressão.
São duas imagens disponíveis, em tamanho A4, com 6 post-its cada. Na que tem o fundo transparente o fundo da imagem será da cor do papel que você escolher. Pode ser amarela, rosa, azul, vermelho, e você só paga a impressão em preto-e-branco. Para baixar a versão com fundo transparente, clique aqui.
A imagem amarela, ao contrário, deverá sem impressa a cores para que o amarelo fique visível. Portanto, aconselho que se compre uma resma de papel colorido e imprimam a preto-e-branco, pois assim ficará bem mais barato! Para baixar a versão com fundo amarelo (impressão colorida), clique aqui.
Boa pedalada!
11 de março de 2013
Eu acredito no amor
2 de abril de 2012
«Bicicletada do Thor»


Polícia continua investigação sobre atropelamento envolvendo Thor Batista
A Polícia Civil continua investigando o atropelamento. Por enquanto, Thor Batista não foi indiciado. Segundo o delegado Mário Arruda, da 61ª DP (Xerém), o filho de Eike Batista só será acusado de homicídio culposo (sem intenção) se ficar comprovado que conduzia sua Mercedes Benz SLR McLaren acima da velocidade permitida para a rodovia, de 110 km/h.
O laudo que vai indicar a velocidade do carro deve ser concluído em 15 dias. Thor afirma que trafegava dentro do limite. Se a perícia confirmar isso, o inquérito será arquivado e o ciclista será considerado responsável pela própria morte.
Desde o acidente, que ocorreu na noite de sábado na Rodovia Washington Luís, na Baixada Fluminense, Thor nega ter sido culpado pelo atropelamento. Segundo ele, o ciclista estava atravessando a pista quando foi atingido. A família chegou a alegar que Santos estava no acostamento, mas a polícia diz que, segundo testemunhas, o ciclista atravessava a pista quando foi atingido.
Pelo microblog Twitter, o filho de Eike disse que, ao ver Santos brecou o veículo, reduzindo sua velocidade para 90 km/h. Mas não conseguiu evitar a colisão e o ciclista morreu na hora. Após prestar depoimento, na última quarta-feira, Thor lamentou o acidente e afirmou que vai prestar todo o auxílio necessário à família da vítima.
19 de agosto de 2010
Bicicletada de Agosto
Clique na imagem para ampliá-la
A Bicicletada é um movimento iniciado em 1998 em São Francisco (EUA), que se alastrou depois para o Brasil, Portugal e, mais recentemente, Moçambique. O movimento é inspirado na Massa Crítica (critical mass), onde ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas. Os principais objetivos da Bicicletada são divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano. A Bicicletada, assim como a Massa Crítica, não tem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento (*).
Em Brasília, a Bicicletada começou em 2008, e tem tido realizações regulares desde então, não sem alguns percalços pelo caminho. O trajeto é sempre definido na hora, e geralmente o grupo de bicicleteiros buscam passar por locais onde haja concentração de pessoas, para chamar a atenção para o direito que todo ciclista tem de pedalar na rua.
Mais que um direito, é um dever, pois, segundo a legislação brasileira que regula o trânsito, as bicicletas não podem transitar em calçadas, que são exclusivas dos pedestres. Quem está em cima da bicicleta deve dar prioridade ao pedestre, sempre, assim como quem está em um carro deve dar prioridade a quem está na bicicleta. Além disso, os ciclistas devem respeitar todas as regras do trânsito, como o farol, a faixa de pedestres e a orientação da via. Para quem pedala à noite, é mais do que aconselhável luzes traseiras e laterais, bem como retrovisor e até um apito ou campainha!
Os carros têm que fazer sua parte, evitando ultrapassar em alta velocidade o ciclista, dando uma distância de 1,5 metro em relação a ele, e nunca, nunca, buzinar de forma agressiva. Isso assusta e cria uma atmosfera de guerra no trânsito.
Vamos colocar em prática as palavras que sempre ouvimos saindo da boca dos bons cidadãos: respeito, tolerância, gentileza. Muitas vezes criticamos a violência que vemos na televisão, mas, na nossa vez, somos tão violentos quanto, seja com gestos, atitudes ou palavras.
Bicicleta: um carro a menos.
(*) extraído do Wikipedia
9 de julho de 2010
Oração do Ciclista
26 de maio de 2010
Minha vida em duas rodas: a saga de magali, a magrela
Desde o meu primeiro dia de vida em Brasília, o que eu mais queria era ter uma bicicleta para saracotear por aí pedalando. Assim que consegui a minha magrela, preta e amarela, a quem carinhosamente chamo de Magali, comecei a pedalar. Inicialmente, meus trajetos eram modestos: UnB e imediações. Aos poucos, sem perceber, comecei a diminuir o tempo que eu gastava pra ir de um lugar a outro: meu condicionamento físico agradeceu as pedaladas tornando-se melhor e mais resistente.Não é fácil usar a bicicleta como meio de transporte. Às vezes a distância é muito grande, às vezes está muito ensolarado, às vezes muito frio, às vezes chove. Motoristas que acreditam piamente que as vias asfaltadas são para seu uso exclusivo atrapalham demais a vida do bicicletista. Eles buzinam, xingam, passam a menos de 30cm de distância de você, enfim, agem como dementes. Mas a malandragem tem paciência, sabe esperar. Daqui a uns anos veremos várias ruas das cidades fechadas aos carros e permitidas somente às bicicletas e aos pedestres. Esse dia há de chegar.
Com o tempo fui ficando mais esperta com relação aos caminhos que poderia pegar. Parei de andar nas fedidas passarelas de Brasília para me arriscar nas tesourinhas. Na primeira vez, achei que fosse infartar, tamanha a quantidade de adrenalina correndo velozmente pelo meu sangue. Gritei um UHU que ecoou viaduto adentro, e saí viva e feliz, cortando as asinhas da cidade pela tesourinha (agora eu entendo esse “apelido”). Hoje em dia, já sei quais são as melhores tesourinhas, as mais íngremes, as mais conservadas, as mais vazias. Isso contribui muito para minha mobilidade biciclística.
Há umas semanas atrás um primo meu que mora há muitos anos em Brasília revelou sua vontade de começar a pedalar, mas acrescentou o medo do perigo. O perigo não está em andar de bicicleta. O perigo está nos motoristas estúpidos, sem educação, egoístas, que, não satisfeitos com as largas vias da cidade, ameaçam com sua máquina de correr a vida das pessoas, por cinco segundos a mais que terão que esperar. As pessoas falam de paz, de amor, de tranqüilidade, mas nada disso passa pela cabeça delas quando estão dirigindo. A “sociedade do automóvel” é egoísta demais para ter o entendimento de que uma pessoa em uma bicicleta é apenas uma pessoa em uma bicicleta, e não um criminoso, um sacana, que está ali só pra te atrapalhar.
Não consegui incentivar meu primo. Eu me garanto, mas se algo acontecesse a ele, eu me sentiria mal pra sempre.
Os motoristas xingam os pedestres quando estes andam num passo normal pela faixa. Muitos, eu já ouvi, dizem que “a pessoa pode até passar pela faixa, mas tinha que acelerar o passo”. Eu não vou nem comentar. Aliás, eu vou sim. Compare a extensão de uma rua com a extensão de uma faixa de pedestres. A faixa deve ocupar cerca de 0,001% da extensão de toda a rua, e ainda assim, o pedestre tem que “andar rápido”. Tenho preguiça da falta de consciência da sociedade brasileira. Seremos uma sociedade sem solução?
Há um ano um grupo de jovens que usam a bicicleta como meio de transporte fez uma placa onde estava escrito “Praça das Bicicletas”. Penduraram-na em um poste que ilumina o Conjunto Cultural da República, em Brasília (DF). É uma imensa quadra, onde existe uma biblioteca, que aos poucos toma vida, e um museu, que abriga exposições, exibições de filmes, palestras e afins. Ao redor, um vazio preenchido por poucos bancos e muito cimento e concreto, convidativo aos skatistas, patinadores e ciclistas. Pendurada a placa, ali agora é a Praça das Bicicletas, que abriga um paraciclo e muita tinta colorida no chão, com desenhos de bicicletas.
Depois de amanhã, dia 28, às 19h, comemora-se um ano dessa ação afirmativa dos bicicleteiros de Brasília, com uma Bicicletada de Aniversário comemorando 1 ano da inauguração da Praça das Bicicletas. Leve sua bicicleta, apitos, balões e, principalmente, sua alegria e disposição. É preciso que as pessoas respeitem a diversidade também no trânsito. Há espaço para todos. Eu escolho a bicicleta, o vento na cara, os cheiros que só sente quem respira fundo, o suor, o calor e a vida.
10 de fevereiro de 2010
Amanhã: Júri Popular do caso de Pedro Davison
Muitos motoristas não têm o menor respeito e educação, pensam que a rua é exclusiva de veículos motorizados, sendo que deveriam pensar de forma diametralmente oposta: pedestres & ciclistas têm a preferência! Ambos devem respeitar as leis de trânsito, mas se os veículos não derem espaço para formas alternativas de circulação, não respeitarem as leis, e não respeitarem as pessoas, mais casos como o do ciclista Pedro Davison irão acontecer.








