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1 de julho de 2013

Nossinhora!


A história dessa imagem veio de uma fotografia feita em Brasília, em junho, num dos protestos que aconteceu aqui na capitar. Er um cartaz que dizia: "Arr maria, pode nem protestar!". Achei o cúmulo do engraçado e descrevi a foto para algumas pessoas. 
Uma amiga me avisou que essa história de "arr maria" é coisa do Bode Gaiato, personagem fictício que existe no Facebook e faz troça de tudo, com sotaque bem paraibano! 
Já o desenho da jovem pedalando também não é de minha autoria, mas de Karl Addison, que tem várias ilustrações muito legais de bicicletas e de mil outras coisas.
O restante da imagem fui eu que fiz no Photoshop. 
Me divirto muito fazendo essas coisas!

28 de junho de 2013

Campanha «Respeite as Ciclovias»

Você, jovem, criança, adulto ou velhinho que anda com a sua bicicleta pelas recém-inauguradas ciclovias do Plano Piloto do DF, já deve ter notado que ainda há muita gente que não sabe o que é ciclovia, nem sabe que, muito além de ser um espaço para bicicletas, patins e skates, e mesmo pedestres desavisados, a ciclovia é um espaço de cidadania.

Cansada de ver carros estacionados em cima da ciclovia, ou impedindo a passagem nos cruzamentos, ou mesmo impedindo parcialmente alguma faixa com a frente ou a traseira do carro, comecei a distribuir esses pequenos folhetos, como se fossem post-its, nas janelas dos carros mal-educados.

Se você já viu esse recado no seu carro, é porque fez besteira!


Para que a ideia se espalhe e mais pessoas possam dar a multa cidadã - já que o Detran-DF até hoje não iniciou a prometida campanha educativa no trânsito - disponibilizo aqui a imagem para impressão.

São duas imagens disponíveis, em tamanho A4, com 6 post-its cada.  Na que tem o fundo transparente o fundo da imagem será da cor do papel que você escolher. Pode ser amarela, rosa, azul, vermelho, e você só paga a impressão em preto-e-branco. Para baixar a versão com fundo transparente, clique aqui.

A imagem amarela, ao contrário, deverá sem impressa a cores para que o amarelo fique visível. Portanto, aconselho que se compre uma resma de papel colorido e imprimam a preto-e-branco, pois assim ficará bem mais barato! Para baixar a versão com fundo amarelo (impressão colorida), clique aqui.

Boa pedalada!

11 de março de 2013

Eu acredito no amor

À medida que eu comecei a pedalar por Brasília os motivos só foram aumentando. Eu sempre gostei de bicicleta e patins, desde criança. Quando morava em Goiânia e estudava no Pré-Médico, com uns 14, 15 anos, eu tentei algumas vezes pedalar até a escola, mas fui poucas vezes porque a subida era difícil, eu não tinha muita força no pedal, a bicicleta não era das melhores e eu morria de medo de ser atropelada (mesmo andando na calçada).

Mas a «planitude» de Brasília sempre me convocou a pedalar, e apesar de ter demorado mais do que o desejável para adquirir uma bicicleta, um belo dia uma magrela preta e amarela (carinhosamente chamada de Magali, em homenagem à personagem do Maurício de Souza) passou a fazer parte da minha vida. De lá pra cá contam-se 5 anos de pedaladas, 1 atropelamento e 3 quedas, e muitos, muitos bons momentos e vários amigos que fiz na Bicicletada.

Aos poucos, a gente começa a pedalar não só para ir de um ponto a outro. Começa a pedalar porque sente que aos poucos o corpo se fortalece, o humor e a disposição melhoram, e a cidade passa a ser outra, mais próxima, mais humana. Pedalamos porque o dia está lindo e é delicioso suar enquanto o vento refresca sua nuca. Pedalamos porque assim vai-se mais rápido, mas ainda podemos sentir o cheiro da dama-da-noite. Pedalamos porque acreditamos na legitimidade deste modal de transporte. Pedalamos porque de vez em quando conseguimos sorrir pra alguém na rua, a troco de nada. Pedalamos porque as crianças ficam curiosas ao ver a bicicleta, e porque isso desperta nelas a vontade de pedalar. E se a sua bicicleta tem flores, você sempre pode se desfazer de algumas para alegrar o dia de alguém. 

Então depois de alguns sustos na rua, buzinadas indevidas, ultrapassagens perigosas e um ou outro «acidente», você começa a pedalar porque às vezes sente medo e pensa em desistir, e por isso mesmo é preciso vencer o medo que o mundo quer colocar em você.

São tantos os atropelamentos de ciclistas que a cada dia mais eu pedalo por teimosia. Um dia foi o ciclista sem nome atropelado pelo bilionário wanna be. Outro dia foram duas ativistas atropeladas em São Paulo. Um dia em Brasília. Outro dia em Belo Horizonte. Ontem, mais um em São Paulo, esse com requintes de crueldade difíceis de suportar sem algumas lágrimas e muita dor no coração.

Ciclovias têm sido construídas em toda a região do Plano Piloto de Brasília, mas na Estrutural, na EPTG, nas grandes vias de 6 faixas para carros, recentemente reestruturadas, não há espaço para ciclovias, apesar das condições impostas pelo BNDES (a existência de ciclovias era uma condição sine qua non para o empréstimo dos recursos). E é lá que há o maior uso de bicicletas como meio de transporte (ao contrário do que ocorre no Plano Piloto, onde a maioria das pessoas ainda pedala como forma de lazer ou esporte, isto é, pedala esporadicamente). Então por aí nós vemos qual é a real preocupação do governo, que é ornamentar o Plano Piloto com ciclovias caríssimas, mas que até hoje não foram finalizadas: não há sinalização, não há placas e, principalmente, não há faixas pintadas nos cruzamentos da ciclovia com o asfalto nas rotatórias. E onde há, a preferência, contrariando o CTB, é dado aos carros, e não às bicicletas. Até onde eu sei, o Detran-DF recusa-se a pintar os cruzamentos porque não quer ser responsabilizado pelo atropelamento de ciclistas provocados por motoristas que se recusarão a dar-lhes a preferência. Eu não consigo acreditar que o órgão regulamentador do trânsito use essa desculpa esfarrapada para se isentar de tomar uma providência frente à nova realidade, e cumprir seu papel educador.



O outro problema é que agora, com as ciclovias, muitos motoristas acreditam que o ciclista perde o seu direito de circular no mesmo espaço que eles, na rua asfaltada. Do alto de sua arrogância e egoísmo, pensam que têm mais direitos do que os outros veículos, aproveitando-se de sua óbvia força assassina para amedrontar os ciclistas, que circulam «nus», sem uma caixa de metal que os proteja.

De vez em quando um ou outro motorista educado aparece e faz uma gentileza, mas para cada um que é bom, há outros nove que são simplesmente cretinos. E tudo isso às vezes me tira o ânimo de pedalar, mas eu vou persistir, eu não vou desistir. Não vou ter medo, não vou deixar que me quebrem o espírito. 

Quantos de nós terão que morrer para que a sociedade brasileira se aperceba de seu anacronismo, e passe a exigir como um todo pela melhoria do transporte coletivo? Menos carros, menos motor. Mais bicicletas, mais amor. 


2 de abril de 2012

«Bicicletada do Thor»

Acabo de ver uma imagem divulgada por um amigo meu, bicicleteiro da massa, sobre a Bicicletada Extraordinária que rolou em São Paulo, em protesto pelo atropelamento do ciclista Wanderson Pereira dos Santos.


Junto com a foto, o depoimento sobre a aparição policial nessa noite: «Dessa vez, a PM resolveu acompanhar de bike. Foram recebidos com sorrisos e aplausos». Ótimo, não? Já que a PM precisa mesmo acompanhar a Bicicletada, que pelo menos vão de bike, e não preguiçosamente em seus carros poluidores e ameaçadores.

Uma vez eu vi uma foto do policiamento em Taguatinga (DF) que mostra os policiais investidos de bicicletas, com um uniforme condizente com a atividade.


Esta foto foi aparentemente feita em Fevereiro de 2011.


Tudo isso é muito legal, mas e o atropelamento? Essa é uma história «daquelas», sobre a qual são geralmente os pessimistas que têm razão no final. O atropelador, filho do homem mais rico do Brasil, atropela o ciclista sem nome, sem sobrenome. O carro, arma do crime, não fica com a polícia - a prova é levada embora pelo acusado, que promete não adulterá-la. Uma piada feia de um roteiro mal escrito. E porque o acusado é muito rico, o povo se inflama contra ele. Até que algum «jornalista» escreva um textículo dizendo que, afinal, o acusado não pode ser pré-julgado porque é bilionário. A trama se desenvolve: o acusado estava sóbrio; o ciclista, não.

O pessoal da Bicicletada conclama outra manifestação pela morte do ciclista - duas semanas antes, fora convocada outra Bicicletada por outros dois atropelamentos fatais. E eis que, ao visitar o álbum de fotografias de mais uma massa crítica fúnebre, percebo que o álbum está intitulado «Bicicletada do Thor».

Bicicletada do Thor

A Bicicletada virou do Thor, e não do Wanderson Pereira dos Santos. Eu sei, e toda a gente sabe, o nome do bilionário. Mas, quantos sabem de cor o nome do morto? A bicicletada nem para ele foi; foi pro Thor. O espaço da ação foi tomado mais pelo sentimento contra o Thor do que pelo Wanderson.

É apenas um título de um álbum na internet, eu sei. E esse parágrafo acima é um devaneio meu; não quero com isso dizer que o pessoal da Bicicletada de SP está sendo desalmado. Nunca, não é esse meu ponto. A questão é que a seta do movimento, com esse título, mostrou que esta está apontada para um outro caminho, mais do que o da solidariedade: é uma excomunhão coletiva contra o acusado, uma catarse crítica, mas que acaba perdendo o foco da empatia ao buscar o linxamento público do que virou, afinal, o antigo deus nórdico: um pobre menino rico.

E, para arrematar, copio aqui o conteúdo de uma matéria publicada na versão online do Diário de Minas, no dia 23 de março de 2012.

Polícia continua investigação sobre atropelamento envolvendo Thor Batista

A Polícia Civil continua investigando o atropelamento. Por enquanto, Thor Batista não foi indiciado. Segundo o delegado Mário Arruda, da 61ª DP (Xerém), o filho de Eike Batista só será acusado de homicídio culposo (sem intenção) se ficar comprovado que conduzia sua Mercedes Benz SLR McLaren acima da velocidade permitida para a rodovia, de 110 km/h.

O laudo que vai indicar a velocidade do carro deve ser concluído em 15 dias. Thor afirma que trafegava dentro do limite. Se a perícia confirmar isso, o inquérito será arquivado e o ciclista será considerado responsável pela própria morte.

Desde o acidente, que ocorreu na noite de sábado na Rodovia Washington Luís, na Baixada Fluminense, Thor nega ter sido culpado pelo atropelamento. Segundo ele, o ciclista estava atravessando a pista quando foi atingido. A família chegou a alegar que Santos estava no acostamento, mas a polícia diz que, segundo testemunhas, o ciclista atravessava a pista quando foi atingido.

Pelo microblog Twitter, o filho de Eike disse que, ao ver Santos brecou o veículo, reduzindo sua velocidade para 90 km/h. Mas não conseguiu evitar a colisão e o ciclista morreu na hora. Após prestar depoimento, na última quarta-feira, Thor lamentou o acidente e afirmou que vai prestar todo o auxílio necessário à família da vítima.


Repare, ao final da matéria, quantas vezes o nome do falecido ciclista é citado, e compare com o número de vezes de referências nominais ao suspeito/acusado/réu. O falecido ciclista, o Wanderson, é nominalmente citado apenas uma vez, e apenas o seu último nome, ao final da matéria, numa frase favorável ao acusado que, «ao ver Santos, brecou o veículo». Já o nome completo de Thor aparece na manchete e no primeiro parágrafo, e apenas «Thor» nos outros parágrafos. Numa das vezes, é obviamente lembrado de quem ele é filho.

Para que eu pudesse saber o nome do ciclista morto, que eu também não sabia de cor, tive que recorrer a uma segunda matéria, na qual o nome de Wanderson aparece, enfim, no 4º parágrafo.

O pessoal deveria mudar o título do álbum, já que o final da história, creio eu que não tem como ser diferente do que a maioria dos pessimistas espera.


19 de agosto de 2010

Bicicletada de Agosto

Clique na imagem para ampliá-la

A Bicicletada é um movimento iniciado em 1998 em São Francisco (EUA), que se alastrou depois para o Brasil, Portugal e, mais recentemente, Moçambique. O movimento é inspirado na Massa Crítica (critical mass), onde ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas. Os principais objetivos da Bicicletada são divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano. A Bicicletada, assim como a Massa Crítica, não tem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento (*).

Em Brasília, a Bicicletada começou em 2008, e tem tido realizações regulares desde então, não sem alguns percalços pelo caminho. O trajeto é sempre definido na hora, e geralmente o grupo de bicicleteiros buscam passar por locais onde haja concentração de pessoas, para chamar a atenção para o direito que todo ciclista tem de pedalar na rua.

Mais que um direito, é um dever, pois, segundo a legislação brasileira que regula o trânsito, as bicicletas não podem transitar em calçadas, que são exclusivas dos pedestres. Quem está em cima da bicicleta deve dar prioridade ao pedestre, sempre, assim como quem está em um carro deve dar prioridade a quem está na bicicleta. Além disso, os ciclistas devem respeitar todas as regras do trânsito, como o farol, a faixa de pedestres e a orientação da via. Para quem pedala à noite, é mais do que aconselhável luzes traseiras e laterais, bem como retrovisor e até um apito ou campainha!

Os carros têm que fazer sua parte, evitando ultrapassar em alta velocidade o ciclista, dando uma distância de 1,5 metro em relação a ele, e nunca, nunca, buzinar de forma agressiva. Isso assusta e cria uma atmosfera de guerra no trânsito.

Vamos colocar em prática as palavras que sempre ouvimos saindo da boca dos bons cidadãos: respeito, tolerância, gentileza. Muitas vezes criticamos a violência que vemos na televisão, mas, na nossa vez, somos tão violentos quanto, seja com gestos, atitudes ou palavras.

Bicicleta: um carro a menos.


(*) extraído do Wikipedia

9 de julho de 2010

Oração do Bicicleteiro (V. Original)

Pergaminho encontrado junto com o Evangelho de Jesus.

Oração do Ciclista


Pai Nosso que estais no Céu

Abençoada seja nossa bike

Venha a nós as ciclofaixas

Assim na via como no papel

O pedal nosso de cada dia nos dai hoje

Perdoai as nossas imprudências

Assim como nós perdoamos

A quem nos tem atingido

Não nos deixei cair no chão

Mas livra-nos de todo acidente fatal

Amém!








26 de maio de 2010

Minha vida em duas rodas: a saga de magali, a magrela

Desde o meu primeiro dia de vida em Brasília, o que eu mais queria era ter uma bicicleta para saracotear por aí pedalando. Assim que consegui a minha magrela, preta e amarela, a quem carinhosamente chamo de Magali, comecei a pedalar. Inicialmente, meus trajetos eram modestos: UnB e imediações. Aos poucos, sem perceber, comecei a diminuir o tempo que eu gastava pra ir de um lugar a outro: meu condicionamento físico agradeceu as pedaladas tornando-se melhor e mais resistente.

Não é fácil usar a bicicleta como meio de transporte. Às vezes a distância é muito grande, às vezes está muito ensolarado, às vezes muito frio, às vezes chove. Motoristas que acreditam piamente que as vias asfaltadas são para seu uso exclusivo atrapalham demais a vida do bicicletista. Eles buzinam, xingam, passam a menos de 30cm de distância de você, enfim, agem como dementes. Mas a malandragem tem paciência, sabe esperar. Daqui a uns anos veremos várias ruas das cidades fechadas aos carros e permitidas somente às bicicletas e aos pedestres. Esse dia há de chegar.

Com o tempo fui ficando mais esperta com relação aos caminhos que poderia pegar. Parei de andar nas fedidas passarelas de Brasília para me arriscar nas tesourinhas. Na primeira vez, achei que fosse infartar, tamanha a quantidade de adrenalina correndo velozmente pelo meu sangue. Gritei um UHU que ecoou viaduto adentro, e saí viva e feliz, cortando as asinhas da cidade pela tesourinha (agora eu entendo esse “apelido”). Hoje em dia, já sei quais são as melhores tesourinhas, as mais íngremes, as mais conservadas, as mais vazias. Isso contribui muito para minha mobilidade biciclística.

Há umas semanas atrás um primo meu que mora há muitos anos em Brasília revelou sua vontade de começar a pedalar, mas acrescentou o medo do perigo. O perigo não está em andar de bicicleta. O perigo está nos motoristas estúpidos, sem educação, egoístas, que, não satisfeitos com as largas vias da cidade, ameaçam com sua máquina de correr a vida das pessoas, por cinco segundos a mais que terão que esperar. As pessoas falam de paz, de amor, de tranqüilidade, mas nada disso passa pela cabeça delas quando estão dirigindo. A “sociedade do automóvel” é egoísta demais para ter o entendimento de que uma pessoa em uma bicicleta é apenas uma pessoa em uma bicicleta, e não um criminoso, um sacana, que está ali só pra te atrapalhar.

Não consegui incentivar meu primo. Eu me garanto, mas se algo acontecesse a ele, eu me sentiria mal pra sempre.

Os motoristas xingam os pedestres quando estes andam num passo normal pela faixa. Muitos, eu já ouvi, dizem que “a pessoa pode até passar pela faixa, mas tinha que acelerar o passo”. Eu não vou nem comentar. Aliás, eu vou sim. Compare a extensão de uma rua com a extensão de uma faixa de pedestres. A faixa deve ocupar cerca de 0,001% da extensão de toda a rua, e ainda assim, o pedestre tem que “andar rápido”. Tenho preguiça da falta de consciência da sociedade brasileira. Seremos uma sociedade sem solução?

Há um ano um grupo de jovens que usam a bicicleta como meio de transporte fez uma placa onde estava escrito “Praça das Bicicletas”. Penduraram-na em um poste que ilumina o Conjunto Cultural da República, em Brasília (DF). É uma imensa quadra, onde existe uma biblioteca, que aos poucos toma vida, e um museu, que abriga exposições, exibições de filmes, palestras e afins. Ao redor, um vazio preenchido por poucos bancos e muito cimento e concreto, convidativo aos skatistas, patinadores e ciclistas. Pendurada a placa, ali agora é a Praça das Bicicletas, que abriga um paraciclo e muita tinta colorida no chão, com desenhos de bicicletas.

Depois de amanhã, dia 28, às 19h, comemora-se um ano dessa ação afirmativa dos bicicleteiros de Brasília, com uma Bicicletada de Aniversário comemorando 1 ano da inauguração da Praça das Bicicletas. Leve sua bicicleta, apitos, balões e, principalmente, sua alegria e disposição. É preciso que as pessoas respeitem a diversidade também no trânsito. Há espaço para todos. Eu escolho a bicicleta, o vento na cara, os cheiros que só sente quem respira fundo, o suor, o calor e a vida.

10 de fevereiro de 2010

Amanhã: Júri Popular do caso de Pedro Davison


Infelizmente, a existência da placa que ilustra este post não é a realidade que temos que enfrentar quando vamos andar de bicicleta nas ruas das cidades: estamos constantemente à merce do perigo de um acidente, um atropelamento, uma queda, pois a competição entre carros e bicicletas é desleal e perigosa.

Muitos motoristas não têm o menor respeito e educação, pensam que a rua é exclusiva de veículos motorizados, sendo que deveriam pensar de forma diametralmente oposta: pedestres & ciclistas têm a preferência! Ambos devem respeitar as leis de trânsito, mas se os veículos não derem espaço para formas alternativas de circulação, não respeitarem as leis, e não respeitarem as pessoas, mais casos como o do ciclista Pedro Davison irão acontecer.


Cabe à nós nos mobilizarmos para a formação de uma sociedade mais consciente com relação ao trânsito e ao direto de todos de circularem pelas ruas, não importa qual seja sua opção de transporte.