Debochar de si mesmo sem parecer falsa modéstia, ou ainda, falta de amor próprio, é uma arte para poucas pessoas. E quando se dá a sorte de conhecer uma pessoa assim, só o que nos resta é rir, pois é genuinamente divertido.
Algumas pessoas debocham dos outros - quanto mais distante e oposto ao emissor, mais afiada a faca da língua.
Mas, oras, já que é pra debochar, por que não de si mesmo? Não é tudo tão engraçado?
A diferença entre o trágico e o cômico é que, quando me atinge, é trágico.
Cômico ou caricatural: não há relação, não há correspondência. Quando se diz que um grupo étnico é desumanizado, não é apenas uma palavra, mas um sentimento que corresponde a uma realidade: a de que alguns povos não irradiam simpatia para outros povos, ou que não se sente empatia por eles.
As homenagens em forma de #hashtags, bandeiras, cores, frases, superposições em fotos de perfil, demonstram onde se situa a atenção geral quando se trata de tragédias humanas - por exemplo, as séries de atentados terroristas que têm estado presentes, como um pesadelo antigo que retorna.
(Aos poucos, com as críticas à seletividade, as manifestações se arrefeceram, de certa forma; as guerras, por outro lado, não).
Nos deparamos com grande quantidade de massacres deliberados provocados por seres humanos contra outros - ou por negligência, como na hidrelétrica de Mariana (MG), que acarretou em mortes e destruição da vida de muitas famílias humildes -, e com a impossibilidade física e humana de se manifestar publicamente sobre todos eles.
Apesar de tudo, existe a música. E a literatura. E a poesia.
E, assim, extravasamos tudo o que não podemos gritar a todo momento.
(Escrito ao som do álbum "A Máquina Voadora" (1968), de Ronnie Von)
Mas, oras, já que é pra debochar, por que não de si mesmo? Não é tudo tão engraçado?
A diferença entre o trágico e o cômico é que, quando me atinge, é trágico.
Cômico ou caricatural: não há relação, não há correspondência. Quando se diz que um grupo étnico é desumanizado, não é apenas uma palavra, mas um sentimento que corresponde a uma realidade: a de que alguns povos não irradiam simpatia para outros povos, ou que não se sente empatia por eles.
As homenagens em forma de #hashtags, bandeiras, cores, frases, superposições em fotos de perfil, demonstram onde se situa a atenção geral quando se trata de tragédias humanas - por exemplo, as séries de atentados terroristas que têm estado presentes, como um pesadelo antigo que retorna.
(Aos poucos, com as críticas à seletividade, as manifestações se arrefeceram, de certa forma; as guerras, por outro lado, não).
Nos deparamos com grande quantidade de massacres deliberados provocados por seres humanos contra outros - ou por negligência, como na hidrelétrica de Mariana (MG), que acarretou em mortes e destruição da vida de muitas famílias humildes -, e com a impossibilidade física e humana de se manifestar publicamente sobre todos eles.
Apesar de tudo, existe a música. E a literatura. E a poesia.
E, assim, extravasamos tudo o que não podemos gritar a todo momento.
(Escrito ao som do álbum "A Máquina Voadora" (1968), de Ronnie Von)
Viva o Chopp
Eu não quero saber quem sou
Enquanto o mundo gira eu vou
Não me importa saber da dor
Por onde ando vejo amor
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Viva o sol e o mar, eu digo
Viva o azul e o verde, eu penso
Viva o chopp escuro no calor!
Vamos todos viver a vida
Pois ela acaba na avenida
A verdade está no céu aberto
E a felicidade tão perto
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Viva o sol e o mar, eu digo
Viva o azul e o verde, eu penso
Viva o chopp escuro no calor!
Eu não quero saber quem sou
Enquanto o mundo gira eu vou
Não me importa saber da dor
Por onde ando vejo amor
Eu não quero saber quem sou
Enquanto o mundo gira eu vou
Não me importa saber da dor
Por onde ando vejo amor
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Viva o sol e o mar, eu digo
Viva o azul e o verde, eu penso
Viva o chopp escuro no calor!
Vamos todos viver a vida
Pois ela acaba na avenida
A verdade está no céu aberto
E a felicidade tão perto
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Eu grito hey, hey, hey
Viva o sol e o mar, eu digo
Viva o azul e o verde, eu penso
Viva o chopp escuro no calor!
Eu não quero saber quem sou
Enquanto o mundo gira eu vou
Não me importa saber da dor
Por onde ando vejo amor
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