18 de fevereiro de 2010

Exposição "Jóias do Cerrado"

Exposição fotográfica alerta a população para a importância de preservação do Cerrado

Fotografias de Eduardo Borges enfeitam o Eixão neste domingo, 21

O Movimento Brasília Sempre-Viva e a Sociedade das Bicicletas promovem, neste domingo, 21, das 9h às 17h, a exposição “Jóias do Cerrado”, com fotografias de Eduardo Borges, ativista internacional de Brasília que faleceu em 2009. A exposição será feita no Eixão Norte, na altura da quadras 7/8.

Além da exposição, a partir das 10h haverá um sarau de poesias com poetas da cidade, como Renato Matos, Nicolas Behr , Menezes y Moraes e Adeílton Lima, uma feira de produtos naturais, distribuição de sementes do cerrado e ponto de coleta de sacos plásticos de alimentos, que serão reutilizados para produção de mudas e escola de bicicletas com aluguel das “magrelas”. No período da tarde, a partir das 15h, terá início uma roda de prosa com o tema “A participação da comunidade na Gestão de Parques e Unidades de Conservação”, com a presença de representantes de diversas ONG’s ambientalistas do DF, e também com a participação da ilustradora Cândida Cruz, especialista em ornitologia e botânica, cujo livro "Aves Comuns do Planalto Central", escrito em parceria com Roberto Cavalcanti e Paula Antis, foi relançado no ano passado pela Editora da UnB.




Flor típica do Cerrado, presente na exposição de Eduardo Borges

O evento tem como objetivo chamar a atenção da comunidade para a importância da preservação das áreas de Cerrado ainda presentes no meio urbano, e inaugura uma campanha do Movimento Brasília Sempre-Viva pela manutenção dos parques do Distrito Federal e pela participação da sociedade na sua gestão.

“A crescente urbanização no DF tem afetado os parques ecológicos, que são como ilhas de biodiversidade nas cidades. A ONU estabeleceu que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade, e o Cerrado, apesar de ser o bioma com a segunda maior biodiversidade do país, possui taxas de desmatamento maiores que as da Amazônia”, afirmam as organizadoras do movimento, Mara Marchetti e Denise Agustinho.

A mudança de modalidade do Parque Burle Marx de parque ecológico para parque urbano, de uso múltiplo, é um exemplo dessa questão. Segundo Denise, “a conversão da categoria do parque permite maior degradação desta unidade de conservação. É importante que a população participe e exerça o seu direito de intervir na gestão destes espaços públicos, apropriando-se dos instrumentos previstos em lei, como o Conselho Gestor”.



Ilustração de Cândida Cruz

Outros parques do DF, como o Parque das Sucupiras (Sudoeste), o Parque Ezequias Heringer (Guará) e o Parque Bernardo Sayão (Lago Sul) também estão sendo ameaçados pela expansão urbana. “O frágil equilíbrio da bacia do Paranoá está sendo ameaçado pelo adensamento urbano e pela construção de novas unidades habitacionais, com a construção do Setor Noroeste e a expansão do Setor Sudoeste”, alerta Mara.

Este evento é uma realização do Movimento Brasília Sempre-Viva, em parceria com a Sociedade das Bicicletas. Conta com o apoio da Rede Semente do Cerrado, MMA, Coletivo Motirô, Associação Parque Ecológico das Sucupiras – APES – e pede a participação da comunidade brasiliense e do entorno para cuidar do que é dela. Vamos proteger nossos parques!

SERVIÇO

Exposição “Jóias do Cerrado” – Fotografias de Eduardo Borges

Data: 21 de fevereiro de 2010

Local: Eixão Norte – Quadras 7/8

Horário: 9h às 17h

Entrada Franca

www.brasiliasempreviva.blogspot.com

Ass. Imprensa: Lígia Benevides :: (61) 9164-2520 :: ligiabene@gmail.com


REALIZAÇÃO

Movimento Brasília Sempre-Viva

APOIO

Sociedade das Bicicletas, Rede de Sementes do Cerrado, Coletivo Motirõ, Associação Parque Ecológico das Sucupiras – APES, Associação Adianto,
Núcleo do Bioma Cerrado





10 de fevereiro de 2010

Amanhã: Júri Popular do caso de Pedro Davison


Infelizmente, a existência da placa que ilustra este post não é a realidade que temos que enfrentar quando vamos andar de bicicleta nas ruas das cidades: estamos constantemente à merce do perigo de um acidente, um atropelamento, uma queda, pois a competição entre carros e bicicletas é desleal e perigosa.

Muitos motoristas não têm o menor respeito e educação, pensam que a rua é exclusiva de veículos motorizados, sendo que deveriam pensar de forma diametralmente oposta: pedestres & ciclistas têm a preferência! Ambos devem respeitar as leis de trânsito, mas se os veículos não derem espaço para formas alternativas de circulação, não respeitarem as leis, e não respeitarem as pessoas, mais casos como o do ciclista Pedro Davison irão acontecer.


Cabe à nós nos mobilizarmos para a formação de uma sociedade mais consciente com relação ao trânsito e ao direto de todos de circularem pelas ruas, não importa qual seja sua opção de transporte.


8 de fevereiro de 2010

... porque eu sou toda hormônios e pensamentos...

... eu às vezes choro sem motivos, sem porquê.
as pseudolágrimas literalmente me fazer enxergar melhor, como lentes naturais.
a tristeza foca a minha vista.
e eu passo a enxergar aquilo que meu olhos se recusam a ver, mas que está bem preso entre meu esôfago e a minha goela.
é um grito
ou
uma
gosma
celeste?

cadê a poesia que estava aqui?
a vida comeu.

(se o cara da entrevista ver o meu blog, vai achar que eu sou uma louca em potencial. ou uma louca potencial. ou potencialmente louca. ei, você, vai fuçar a sua vida. me dá um pouco da privacidade de que eu mesma me privei. vai ler o currículo da sua mãe. veja os meus filmes e se esqueça de mim. eu não sou só isso aqui. nem sou só o que produzi. sou o amálgama do que fiz, do que não fiz, do que quero fazer e do que não vou fazer nunca. como trabalhar pra você).

falta de privacidade é uma merda.
hormônios me fazem querer dançar nua na varanda.
mas aqui é o único lugar onde posso morar.
me empresta sua bacia para eu gorfar?


ei, negro bonito, dá um chêro aqui na morena.

que saudade da minha poesiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
onde diabos você se meteu?
te engoli ou foi você que me comeu?
virei rata de internet.
enxergo o esboço das minhas palavras.
e se for verdade?
haja pescoço
haja ombros
pra segurar o peso da minha cabeça
reafirmo que ser feliz é ótimo
mas ser triste é bom também
porque eu sou toda hormônios
e estou com saudades de não-sei-o-quê
eu já disse, e repito: não gosto de gente 100% feliz
o tempo todo
tem um que de impossível nisso
porque ... que tipo de filho-da-puta consegue ser feliz vivendo aqui?
tem que ser egoísta pra caralho.
vai passear na rodoviária, caralho.
vai ver o menino de pé no chão
brincando de palhaço no sinal
vai lá sentir raiva dessa pobreza
e dos pseudo-hippies e das senhoras que sofrem, choram e rezam por eles
depois vota no candidato do seu pai
vai lá, filho-da-puta
e volta aqui pra me xingar
e confirmar que sou moralista.
porque eu sou mesmo.