18 de fevereiro de 2010

Exposição "Jóias do Cerrado"

Exposição fotográfica alerta a população para a importância de preservação do Cerrado

Fotografias de Eduardo Borges enfeitam o Eixão neste domingo, 21

O Movimento Brasília Sempre-Viva e a Sociedade das Bicicletas promovem, neste domingo, 21, das 9h às 17h, a exposição “Jóias do Cerrado”, com fotografias de Eduardo Borges, ativista internacional de Brasília que faleceu em 2009. A exposição será feita no Eixão Norte, na altura da quadras 7/8.

Além da exposição, a partir das 10h haverá um sarau de poesias com poetas da cidade, como Renato Matos, Nicolas Behr , Menezes y Moraes e Adeílton Lima, uma feira de produtos naturais, distribuição de sementes do cerrado e ponto de coleta de sacos plásticos de alimentos, que serão reutilizados para produção de mudas e escola de bicicletas com aluguel das “magrelas”. No período da tarde, a partir das 15h, terá início uma roda de prosa com o tema “A participação da comunidade na Gestão de Parques e Unidades de Conservação”, com a presença de representantes de diversas ONG’s ambientalistas do DF, e também com a participação da ilustradora Cândida Cruz, especialista em ornitologia e botânica, cujo livro "Aves Comuns do Planalto Central", escrito em parceria com Roberto Cavalcanti e Paula Antis, foi relançado no ano passado pela Editora da UnB.




Flor típica do Cerrado, presente na exposição de Eduardo Borges

O evento tem como objetivo chamar a atenção da comunidade para a importância da preservação das áreas de Cerrado ainda presentes no meio urbano, e inaugura uma campanha do Movimento Brasília Sempre-Viva pela manutenção dos parques do Distrito Federal e pela participação da sociedade na sua gestão.

“A crescente urbanização no DF tem afetado os parques ecológicos, que são como ilhas de biodiversidade nas cidades. A ONU estabeleceu que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade, e o Cerrado, apesar de ser o bioma com a segunda maior biodiversidade do país, possui taxas de desmatamento maiores que as da Amazônia”, afirmam as organizadoras do movimento, Mara Marchetti e Denise Agustinho.

A mudança de modalidade do Parque Burle Marx de parque ecológico para parque urbano, de uso múltiplo, é um exemplo dessa questão. Segundo Denise, “a conversão da categoria do parque permite maior degradação desta unidade de conservação. É importante que a população participe e exerça o seu direito de intervir na gestão destes espaços públicos, apropriando-se dos instrumentos previstos em lei, como o Conselho Gestor”.



Ilustração de Cândida Cruz

Outros parques do DF, como o Parque das Sucupiras (Sudoeste), o Parque Ezequias Heringer (Guará) e o Parque Bernardo Sayão (Lago Sul) também estão sendo ameaçados pela expansão urbana. “O frágil equilíbrio da bacia do Paranoá está sendo ameaçado pelo adensamento urbano e pela construção de novas unidades habitacionais, com a construção do Setor Noroeste e a expansão do Setor Sudoeste”, alerta Mara.

Este evento é uma realização do Movimento Brasília Sempre-Viva, em parceria com a Sociedade das Bicicletas. Conta com o apoio da Rede Semente do Cerrado, MMA, Coletivo Motirô, Associação Parque Ecológico das Sucupiras – APES – e pede a participação da comunidade brasiliense e do entorno para cuidar do que é dela. Vamos proteger nossos parques!

SERVIÇO

Exposição “Jóias do Cerrado” – Fotografias de Eduardo Borges

Data: 21 de fevereiro de 2010

Local: Eixão Norte – Quadras 7/8

Horário: 9h às 17h

Entrada Franca

www.brasiliasempreviva.blogspot.com

Ass. Imprensa: Lígia Benevides :: (61) 9164-2520 :: ligiabene@gmail.com


REALIZAÇÃO

Movimento Brasília Sempre-Viva

APOIO

Sociedade das Bicicletas, Rede de Sementes do Cerrado, Coletivo Motirõ, Associação Parque Ecológico das Sucupiras – APES, Associação Adianto,
Núcleo do Bioma Cerrado





10 de fevereiro de 2010

Amanhã: Júri Popular do caso de Pedro Davison


Infelizmente, a existência da placa que ilustra este post não é a realidade que temos que enfrentar quando vamos andar de bicicleta nas ruas das cidades: estamos constantemente à merce do perigo de um acidente, um atropelamento, uma queda, pois a competição entre carros e bicicletas é desleal e perigosa.

Muitos motoristas não têm o menor respeito e educação, pensam que a rua é exclusiva de veículos motorizados, sendo que deveriam pensar de forma diametralmente oposta: pedestres & ciclistas têm a preferência! Ambos devem respeitar as leis de trânsito, mas se os veículos não derem espaço para formas alternativas de circulação, não respeitarem as leis, e não respeitarem as pessoas, mais casos como o do ciclista Pedro Davison irão acontecer.


Cabe à nós nos mobilizarmos para a formação de uma sociedade mais consciente com relação ao trânsito e ao direto de todos de circularem pelas ruas, não importa qual seja sua opção de transporte.


8 de fevereiro de 2010

... porque eu sou toda hormônios e pensamentos...

... eu às vezes choro sem motivos, sem porquê.
as pseudolágrimas literalmente me fazer enxergar melhor, como lentes naturais.
a tristeza foca a minha vista.
e eu passo a enxergar aquilo que meu olhos se recusam a ver, mas que está bem preso entre meu esôfago e a minha goela.
é um grito
ou
uma
gosma
celeste?

cadê a poesia que estava aqui?
a vida comeu.

(se o cara da entrevista ver o meu blog, vai achar que eu sou uma louca em potencial. ou uma louca potencial. ou potencialmente louca. ei, você, vai fuçar a sua vida. me dá um pouco da privacidade de que eu mesma me privei. vai ler o currículo da sua mãe. veja os meus filmes e se esqueça de mim. eu não sou só isso aqui. nem sou só o que produzi. sou o amálgama do que fiz, do que não fiz, do que quero fazer e do que não vou fazer nunca. como trabalhar pra você).

falta de privacidade é uma merda.
hormônios me fazem querer dançar nua na varanda.
mas aqui é o único lugar onde posso morar.
me empresta sua bacia para eu gorfar?


ei, negro bonito, dá um chêro aqui na morena.

que saudade da minha poesiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
onde diabos você se meteu?
te engoli ou foi você que me comeu?
virei rata de internet.
enxergo o esboço das minhas palavras.
e se for verdade?
haja pescoço
haja ombros
pra segurar o peso da minha cabeça
reafirmo que ser feliz é ótimo
mas ser triste é bom também
porque eu sou toda hormônios
e estou com saudades de não-sei-o-quê
eu já disse, e repito: não gosto de gente 100% feliz
o tempo todo
tem um que de impossível nisso
porque ... que tipo de filho-da-puta consegue ser feliz vivendo aqui?
tem que ser egoísta pra caralho.
vai passear na rodoviária, caralho.
vai ver o menino de pé no chão
brincando de palhaço no sinal
vai lá sentir raiva dessa pobreza
e dos pseudo-hippies e das senhoras que sofrem, choram e rezam por eles
depois vota no candidato do seu pai
vai lá, filho-da-puta
e volta aqui pra me xingar
e confirmar que sou moralista.
porque eu sou mesmo.

a vida é frágil como uma bolha de sabão


Ou seria apenas eu que me encontro assim, volúvel, límpida e transitória?
Onde foi que eu guardei aquela esperança toda que eu tinha? Talvez eu a tenha varrido junto com o pó dos cantos da minha memória. Tem alguma coisa presa entre meu esôfago e minha garganta. Quase entro em depressão lendo sobre como se portar em uma entrevista de emprego. Às vezes eu quase digo que nunca trabalhei na vida. É assim que me sinto quando olho pra trás. De que adianta isso tudo? Tem alguma coisa que está fora de si. Lonelily again? I don't think so. Em um instante parece que estou frágil de novo como soap bubbles. Volúvel, límpida, transitória. Explosível.
Explosível.
Tenho vontade de vomitar quando penso na minha conduta moralista e politicamente correta, cristã (fodam-me).
Saudade de mim mesma.

14 de janeiro de 2010

Aqui Jazz o Meu Vizinho


Na paisagem sonora de Brasília, do lado de lá da quadra, jazz o sax do(a) vizinho(a) desconhecido(a)...

Clique aqui para assistir!


12 de janeiro de 2010

Corrupção e Impunidade



Diante de toda a sujeira que encobre o poder Legislativo e Executivo no Distrito Federal (ou melhor, Detrito Federal), com políticos corruptos vindo de todas as regiões do País, é difícil não se revoltar.

Como cidadã, me pergunto qual a saída, quais as possibilidades de intervir para ajudar a colocar esses indivíduos no xilindró (de preferência em cela comum).
A impotência perante à burocracia e ao labirinto do poder desestimulam qualquer um. Pois bem: restou-me apenas registrar minha indignação aqui, no Facebook... e na caixa de e-mail do deputado Leonardo Prudente, atual presidente da Câmara Legislativa do DF, e um dos envolvidos na propinagem que o Partido Democratas (DEM) protagonizou.

Enviei um e-mail para esse projeto de cidadão, esse biltre, esse verme, esse criminoso. Quem quiser fazer coro, o e-mail dele é dep.leonardo.prudente@cl.df.gov.br



Abaixo, o e-mail que eu enviei hoje de manhã:

Como cidadã brasileira, manifesto aqui o meu repúdio à situação vigente na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Casa que o sr. Dep. Leonardo Prudente atualmente preside, a despeito de todas as evidências e provas de seu envolvimento com o esquema de corrupção revelado pela Polícia Federal.

Não sei como é possível que o sr. possa, legalmente, tomar posse novamente como presidente da Casa. Entretanto, se lhe cabe esse direito legal, espanta-me mais ainda a falta de consciência moral e de constrangimento que deveriam assolá-lo neste momento.


Em maio de 2009, o mundo todo teve acesso a notícias de corrupção por parte da equipe ministerial da Inglaterra, e em apenas 3 dias, oito ministros deixaram seus cargos e toda a pasta do primeiro-ministro Gordon Brown foi reformulada.


Aqui no Brasil, entretanto, não há moralidade nem ética. Espanta-me, estarrece-me, que o sr. Deputado já tenha sido vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, durante 3 anos. É hipocrisia, ironia ou descaramento?


Como se não bastasse, a CPI da Corrupção que irá averiguar as denúncias de corrupção denunciada pela PF está entregue a mandatários do infelizmente atual governador do DF. É ridículo, é ultrajante.
O sr. deveria juntar o resto de dignidade que lhe resta e retirar-se imediatamente da Casa do Povo, pois não há nada que o sr. faça que irá resgatar sua moralidade.

Muito cordialmente,


Lígia Benevides Batista



Abaixo, os links para os vídeos que mostram o dep. Leonardo Prudente fazendo uma oração cristã (cristã???) para pedir proteção e justiça divina; e outro em que ele enfia dinheiro das propinas nas meias (devia ter enfiado no ... deixa pra lá...)

http://www.youtube.com/watch?v=xuaRqvzX5jY - Vídeo da Oração
http://www.youtube.com/watch?v=U3DoHCx0TUw - Dinheiro na Meia

9 de janeiro de 2010

Uma paródia


Mojitos
(Lígia Benevides Batista
)

Eu como porque a fome insiste
E minha larica é incompleta
Não quero peixe nem bife:
quero moqueca

Pão com fatias fininhas
Não sinto o gosto nem o momento
Atravesso a rua
pra comer pastel de vento


Motivo

(Cecília Benevides Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

6 de janeiro de 2010

Wristcutters

Pôster do filme "Paixão Violenta" - tuuuudo a ver com o título v. brasileira!

Bem, conforme eu ia dizendo, assisti agorinha no TeleCine Cult o filme Wristcutters - A Love Story (em português, Paixão Violenta [???]). Adiantei no Facebook (!) que só vi o filme porque ele estava passando no TeleCine Cult, que não costuma exibir o mesmo lixo dos canais Premium, Action e Pipoca (enfim, o resto). Afinal de contas, o que tinham em mente as pessoas responsáveis por fazer essa versão em português do título?

(A) Desmoralizar o filme perante o público brasileiro

(B) Desmoralizar o TeleCine Cult diante o público do Brasil

(C) Desmoralizar o Sindicato dos Tradutores de Filmes do Brasil S/A?

(D) Estimular o corpo estudantil de línguas estrangeira anglo-saxônicas a buscar verdadeiras versões?

(E) O.K., já entendi, o título é uma merda.

Esse título, "Paixão Violenta", não tem absolutamente nada a ver com o filme. Acho que a pessoa que fez a versão sequer leu a sinopse. A companhia de distribuição desse filme no Brasil, a Fox Home, errou feio com essa escolha. Seria tão mal traduzir o título para "Suicidas - Uma História de Amor"? É, talvez. A palavra "suícidio" é cheio que nheco-nhecos e quiprocós. O.k., vejamos então... "Amores Cortantes"? É ruim, mas é melhor que "Paixão Violenta".

"Paixão Violenta" é nome de filme que passa de madrugada, ou de livro de banca de revista impresso em papel jornal. Geralmente de produção dos EUA, esse tipo de filme se limita a possuir personagens com má formação dramática, cujos problemas são todos oriundos da high school. Esse pessoal é muito fresco. Ah, se eles tivessem estudando com Carrie... Esses personagens mal formados geralmente lidam de forma patética com seu subproblemas, não havendo limites possíveis para os remendos do conteúdo do roteiro, nem para a naturalidade frígida com que os diálogos acontecem. É tudo na base do "I love you", "I hate you" e "C'mon". Que mais? Bem, geralmente rola uma cena de sexo logo no começo do filme: o casal se ama pra caralho, eles têm uma convivência plena. Mas, a menina, geralmente uma garota muito boa e tal, descobre que o cara é psicopata (ou sociopata, hoje está mais em voga). Ele chega bem na hora em que a farsa é descoberta. Ela disfarça da pior maneira possível, ficando sem graça e dispensando seu carinho apaixonado. Como todo bom psicopata, ele é super inteligente e rapidamente percebe o que está acontecendo. Depois de torturá-la com piadinhas sexuais de baixo calão, provocando nojo no espectador e na mocinha, ele promove o leitmotiv do filme: violência seguida de promoção da insanidade mental do cidadão dos EUA. Não é à tôa que eles comem tanto.

Uma cena do filme: retrato da paixão violenta (kkkkk)

Faço aqui um apelo para que as empresas de distribuição reflitam mais sobre a tradução que vão dar aos filmes, pois casos como esse da "Paixão Violenta" deprimem o telespectador e afastam o mesmo da sala de cinema, da locadora, do vendedor 3 por $10...

Apesar do título, o filme foi, de fato, uma surpresa agradável, pois o roteiro coloca diversas situações que te levam a passar por vários sentimentos diferentes: angústia, medo, surpresa, amor, rejeição... Sem contar que o filme tem seus momentos de fazer graça bem pontuados, que acontecem quando você espera - mas ainda não percebeu. Por tratar-se de um fillme que fala sobre suicídio, a princípio imaginei que ele seria mais pesado, mais dramático. Apesar de tocar em assuntos que renderiam um drama, o filme se aprofunda mais no caminho da busca do que no ponto de chegada, o que leva o espectador a viajar tranquilamente com os personagens, sempre instigado.

A história é assim: após cometer suicídio, o jovem Zia (interpretado pelo mesmo ator de "Quase Famosos", aquele que faz o mini-jornalista fã de rock) vai parar em uma espécie de Purgatório que se assemelha muitíssimo à Terra, especialmente às cida
des-fantasma que hoje encontramos no próprio EUA (como a cidade-natal do documentarista de plantão Michael Moore). Neste local encontram-se apenas pessoas que se mataram, e os momentos dos flashbacks suicidas dão aquela pitadinha no filme. A vida lá é praticamente como a vida dos "vivos", porém pior (será o benedito?). A fotografia do Purgatório se difere das lembranças de quando os suicidas eram vivos: a primeira é acinzentada, sem cor, sem brilho, desaturada; a segunda é toda arco-íris. No começo do filme, você acha que o cara simplesmente sobreviveu e tá trabalhando em uma pizzaria, mas o diretor aos poucos lança as dicas de que não só Zia, como todos os outros, também estão mortos, em off, "suicidados": um verdadeiro Vale dos Suicidas, onde os únicos demônios são os da própria alma da pessoa.


Em busca de sua ex-namorada linda, loira e pentelha, sua causa mortis, Zia encontra um russo enjoado, cuja família toda também se matou; e a verdadeira mocinha do filme tem um figurino legal, mas a personagem é igual a todas as outras que fazem o estilo: finjo que não ligo para nada, mas no fundo tenho sentimentos. Sei que sou gatinha, mas também não faço idéia. Aparento ser
liberal, mas no fundo acho que não. And so on. O legal é que a menina tá nesse buraco por erro, pois ela não se matou, ela apenas teve uma overdose (aaaaaaaaaahhh.... bom!!). O filme acaba com um final feliz e despretensioso, mas o fato é que eu fiquei realmente feliz com o destino dos protagonistas (preciso dizer que Zia e a doidinha se apaixonam? Não, né?).


O pôster que eu mais gostei

Mas o mérito do filme vai mesmo para os cartazes, que apostaram não nas fotos still, sempre presentes nos pôsteres atuais, em detrimento da arte gráfica (uma pena... é só dar uma olhada nos cartazes mais antigos para saber que desenhado é muito mais legal e original!).


Neste filme, além de diferentes versões, o pessoal do marketing ainda mandou fazerem um cartaz horizontal (que é o must have da atualidade), esse com foto still (o que não estragou o cartaz, em definitivo. Ficou até charmoso).

Wriscutters - A Love Story

País: EUA/Inglaterra
Direção: Goran Dukic
Ano: 2006
Duração: 88 minutos

5 de janeiro de 2010

HQ das Autofotos



ares de ano bom

Não é a vida um eterno retorno?

Faz tempo que eu não escrevo.

Por ondam as palabras que sempre acompanhei, que sempre me acompanharam.

Escrever, para mim, foi desde cedo uma necessidade. E quando era criança escrevia bem mais do que escrevo agora. E eu não fiquei com nenhum dos cadernos em que escrevi minhas estórias. É insuportavelmente dolorido querer reler e não poder, absolutamente não poder. A curiosidade não dá trégua à minha falta de memória.

Talvez por isso eu tenha ficado depois praticamente obcecada em guardar e registrar tudo o que escrevi. Eu gosto de reler. Imagino que seria uma viagem no tempo poder, aos setenta e tantos anos, rever coisas que escrevi aos 8, 9, 10 anos de idade, e reviver a sensação daquela imaginação infantil que escrevi. Ao contrário de alguns escritores, tenha essa necessidade. De fato, é melhor não tê-la, mas encontro apoio na minha saudade por se tratar da minha infância.

Dito isso, e encontrada no coração um leve sopro de resignação, ponho-me a pensar que posso escrever outras histórias, como há muito tempo não o faço. Sinto a vontade pulsar em mim lentamente. Voltar a escrever, porque voltar a imaginar, a supor e a pensar.

Fazer desta casa um centro cultural de leitura, escrita, e produção de arte. Que sonho seria. Tem-se o espaço de um escritório no fundo da cozinha, como bem observou um amigo.

Começa 2010 com ares de um ano muito positivo para o trabalho. Será que porque eu estou com esta vontade, sinto-a em toda a gente ao redor? A necessidade de produzir pensamentos, textos, promover ações, mover-se física e mentalmente, que me parece tão cara à humanidade, converge-se de forma tanto positiva quanto negativa no ato de trabalhar.

Qual a diferença entre arrumar um emprego e trabalhar?

Arrisco dizer que me parece que o emprego é uma função, pré-determinada, a que uma pessoa busca em um local específico, dado na realidade da existência. O trabalho é, por sua vez, uma feitura laboral primária: é o ato em si de executar uma ação que, muitas vezes conjugada com outras, realiza, afinal, seu propósito.

Há tanto que eu tenho que ler. Creio que só assim voltarei a escrever, e escreverei então textos que valerão a pena ser lidos, textos que serão buscados ou que, se por acaso encontrados, terão sua importância.

Meus roteiros, os personagens, as vidas possíveis, as vidas vividas. A minha própria vida, meu sentido de existir atrelado ao que eu faço de tudo o que aprendi até agora. Necessidade física, de sobrevivência, de me exprimir, de ser alguém no mundo.

Hoje não posso responder a essa pergunta com a mesma segurança que um dia eu respondi.

Começa 2010 com ares de ano novo.

Ares de ano bom.

7 de dezembro de 2009

Movimento Contra a Corrupção


Agenda da Semana


Hoje(07/12)

- OAB-DF entrega na Câmara Legislativa (CLDF) pedido de impeachment contra o governador e o vice.

- Deputado distrital Leonardo Prudente (DEM) decide se pede a renúncia do cargo.

- Reunião do Movimento contra a Corrupção – Auditório da CUT(Conic) – 17:30

- Data de reintegração de posse da CLDF

- Panfletagem na Rodoviária, com distribuição de panetones(16hs- 19hs)

Amanhã(8/12)
- Deputados distritais decidem se iniciam a instalação da CPI e se a gestão de Joaquim Roriz (PSC) também será investigada.

- - Panfletagem na Rodoviária, com distribuição de panetones(12hs- 14hs)

Quarta-feira
- Mega protesto na Praça do Buriti, a partir das 10h. Expectativa de 15 mil pessoas!


Quinta-feira
- Data limite para a entrega da defesa do governador no processo que corre contra ele no Democratas.

- Movimento Brasília Limpa promove mobilização para que brasilienses saiam às ruas vestidos de branco, ou coloquem fitas ou faixas da mesma cor em carros e janelas.

Sábado

Carreata partindo do Mané - Garrincha – 9hs

2 de dezembro de 2009

A piada do ano

FESTIVAL DE PANETONE EM BRASÍLIA

O Rei com sua cora: será que o panetone vai acabar em pizza?


Dezembro já chegou,

Trazendo junto Natal.
Vou fazer a minha festa
E é no Distrito Federal.
Vou pegar minha família,
Vou direto pra Brasília
Não perco este festival.

A vida aqui anda cara
Está “um Deus nos acuda”
Em Brasília pelo menos
Tem o bondoso Arruda.
Que arrecada dinheiro,
Para o pobre brasileiro
Ter um Natal de fartura.

Nunca vi tanto dinheiro!
Mas mostrou a televisão.
Em cuecas, meias e bolsos
Foi farta a distribuição.
E os demais envolvidos
Ficaram tão comovidos
Que fizeram até oração.

O milagre da multiplicação
Pode até não acontecer.
Panetone virando pizza
Garanto vocês vão ver.
Pois são sempre absolvidos
Os políticos envolvidos
Em falcatruas no poder.

As eleições estão chegando,
Seja um honesto cidadão!
Vender e trocar seu voto
É incentivar a corrupção.
Vá à urna com consciência,
Para tirar dessa indecência,
Nosso Brasil, nossa nação.


Fonte:
http://cantinhodadalinha.blogspot.com


Algum compositor de rap se inspirou e criou o...

Rap do Arruda

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www.folha.com.br

02/12/2009 - 10h31

Evangélicos pedem impeachment de Arruda; governador é alvo de quatro processos

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Menos de uma hora depois de o PSOL protocolar o terceiro pedido de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (DEM) na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a ordem dos ministros evangélicos também apresentou um novo pedido de cassação. Até o final do dia, Arruda pode ser alvo de outro processo de impeachment patrocinado pela bancada do PT junto com movimentos sociais.

Segundo o pastor Oséas Rodrigues, a ação foi motivada pelas gravações que mostram deputados distritais orando após receber suposta propina do esquema de corrupção que está sendo investigado no governo Arruda. O pastor disse que representa mais de 200 pastores que ficaram "indignados" com a oração. "É inadmissível tanto o roubo quanto a oração", disse.

Arruda diz ter recebido dinheiro só uma vez
Corregedoria de Justiça investiga suposta participação de juízes em esquema no DF
Saiba quem são as pessoas, partidos e empresas suspeitas de participar de esquema no DF
Relator do processo de expulsão contra Arruda renuncia após 30 minutos na função
DEM abre processo de expulsão contra Arruda e dá oito dias para ele se defender

Ontem, a Câmara recebeu dois pedidos de impeachment contra o governador, apresentados pelos advogados Evilásio Viana dos Santos e Anderson Siqueira. Se forem confirmadas as promessas de partidos, de movimentos sociais e entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Arruda pode ser alvo de cinco pedidos de cassação.

Outra ação deve partir da cúpula da OAB no Distrito Federal. Nesse caso, o pedido de impeachment precisa ser votado pelo conselho pleno da OAB nacional antes de ser encaminhado para análise da Câmara Legislativa.

Para o pedido de impeachment ser confirmado, é preciso ser aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois receber o aval de 16 dos 24 deputados distritais. Arruda, no entanto, tem maioria para derrubar os pedidos de cassação.

A oposição espera contar com a pressão da opinião pública para convencer os deputados a aprovarem impeachment.

"Aqui na Câmara [Legislativa] a minoria não tem voz. Nós somos atropelados. É preciso envolver os movimentos sociais. O dinheiro público que aparece nas imagens é o que está faltando nos hospitais, com gente morrendo nas filas", disse o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT).

O esquema foi gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que usou escutas para registrar conversas com Arruda e parlamentares aliados.

A ação, deflagrada na sexta-feira, vasculhou a residência oficial do governador, além de gabinetes e casas de secretários e distritais. Ao todo, oitos parlamentares estão envolvidos.

Composição

Na Câmara Legislativa, a oposição a Arruda tem quatro deputados do PT: Cabo Patrício, Chico Leite, Erika Kokay e Paulo Tadeu. O deputado José Antônio Machado Reguffe (PDT) é independente.

Outros dois parlamentares são ligados ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC): Jaqueline Roriz (PMN) e Rubens César Brunelli Júnior (PSC).

A base de apoio a Arruda na Casa é composta pelos deputados Ayton Gomes (PMN), Batista das Cooperativas (PRP), Benício Tavares (PMDB), Benedito Domingos (PP), Bispo Renato Andrade (PR), Cristiano Araújo (PTB), Dr. Charles (PTB), Eurídes Britto (PMDB), Geraldo Naves (DEM), Leonardo Prudente (DEM), Milton Barbosa (PSDB), Raad Massouh (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Rôney Nemer (PMDB) e Wilson Lima (PR).

Dois parlamentares deixaram a base devido à crise no DF: Rogério Ulysses (PSB) e Claudio Abrantes (PPS).

Leia mais sobre a crise no DF