25 de novembro de 2013

Universidade de Brasília promove lançamento de filmes produzidos e dirigidos por estudantes de Letras

Cartaz de divulgação
Acontece no dia 9 de dezembro, às 14h, no auditório Roberto Salmeron (Faculdade de Tecnologia – Campus Darcy Ribeiro) o lançamento oficial do DVD “Línguas em Vídeo – Multilinguismo e Inclusão Cultural em Narrativas Audiovisuais”, com a exibição de quatro curtas-metragens produzidos por alunos dos cursos de Letras da Universidade de Brasília (UnB).
O DVD é resultado do curso de extensão de mesmo nome, que teve início em abril e promoveu oficinas, palestras e cursos sobre produção audiovisual, com a participação de alunos dos cursos de Línguas Estrangeiras Aplicadas, de Letras/Libras, e de Tradução do Instituto de Letras. “O objetivo deste projeto foi de capacitar os alunos para a produção de vídeos que apresentassem à sociedade o trabalho desenvolvido nos cursos de Letras da UnB. É uma forma de mostrar à comunidade acadêmica e não-acadêmica aquilo que é produzido na universidade. Além disso, também é uma maneira de atrair novos alunos para estes cursos”, explica o coordenador do projeto, prof. Marcos de Campos Carneiro.
A ideia do projeto surgiu a partir de uma publicação acadêmica do prof. Carneiro no III Simpósio Internacional sobre o Multilinguismo no Ciberespaço, organizado pela Rede Mundial para a Diversidade Linguística (MAAYA). A pesquisa faz uma análise da importância do multilinguismo na sociedade atual, especialmente com a presença da Internet no cotidiano das pessoas: “Existem aproximadamente 6 mil línguas vivas no mundo. No Brasil, além do português brasileiro, encontramos também as línguas indígenas e a língua brasileira de sinais (Libras). Com estes vídeos, queremos mostrar a importância de valorizar as línguas de baixa difusão, que também devem ter asseguradas seu direito à expressão e à comunicação”, ressalta o professor.
Além da exibição dos curtas, haverá uma palestra com a profa. Enilde Faulstich, do Instituto de Letras, e debate com os realizadores após a projeção. Após o debate, haverá um coquetel com sorteio dos DVD's.
“Este é um projeto de interesse de toda a comunidade. O multilinguismo dentro de uma sociedade pode ser visto como um termômetro de sua tolerância ao multiculturalismo. O Brasil é um país de muitos sotaques, mas também de muitas línguas. Com estes vídeos, queremos que as pessoas se atentem para esta realidade e que percebam a riqueza das línguas brasileiras”, conclui o prof. Carneiro. Todos os vídeos possuem tradução para Libras.
Rótulo do DVD
Os filmes exibidos serão “O Bacharelado em LEA/MSI” (7 min, dir. Márcio Henrique S.P. Souza), sobre o curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas; “Casa da Palavra” (9 min, dir. Lígia Benevides), que trata do multilinguismo no Instituto de Letras; “Kwaryp – Alegria do Sol” (11 min, dir. Páltu Kamaiwrá e Chandra W. Viegas), sobre o ritual Kwaryp e o projeto de doutorado do linguista indígena da UnB, prof. Páltu; e “Universidade para Todos?” (11 min, dir. Saulo Machado), sobre a presença da Língua Brasileira de Sinais nos cursos da UnB.
O projeto “Línguas em Vídeo” recebeu o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do GDF (FAC/GDF). A realização é do curso de Línguas Estrangeiras Aplicados ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação (LEA/MSI), do Instituto de Letras (IL) e da Universidade de Brasília (UnB). Colaboração de Conosco – Cinema e Arte, UnB TV, Trilha Mundos e Instrumento de Ver; e apoio do Laboratório de Línguas Indígenas (LALI) e o departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET). O lançamento do DVD é organizado e patrocinado pelo departamento de Eventos do LET.
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Programação

14h 14h10: Abertura

14h10 – 14h25
: Prof. Marcos Carneiro – Coordenador do Projeto Línguas em Vídeo; Representante do Instituto de Letras; e Representante do Fundo de Apoio à Cultura – FAC/GDF

14h30
Palestra da Prof. Dra. Enilde Faulstich – Multilinguismo no Instituto de Letras

15h
Exibição dos filmes

O Bacharelado em LEA/MSI – inst | 7’ | Dir. Márcio Henrique Sanchez Prates Souza
O curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas é um dos mais recentes da UnB: foi criado em 2010, dentro do programa de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni). Nesta curta, os professores do curso explicam as diferentes linhas de atuação e de pesquisa oferecidas pelo curso, como tradução audiovisual, inserção de línguas minoritárias no mundo digital, censos linguísticos, criação de dicionários, criação de webpages acessíveis, terminologia e organização de conferências internacionais.

Casa da Palavra – fic/doc | 9’ | Dir. Lígia Benevides
Kathy é de Cabo Verde e veio fazer o curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas na Universidade de Brasília. Ela tem colaborado na realização de um documentário sobre a presença de estudantes africanos na UnB. Quando Kathy precisa fazer um trabalho sobre Multilinguismo no Instituto de Letras, onde estuda, o documentarista decide acompanhá-la em sua pesquisa.

Kwaryp - Alegria do Sol – doc | 11’ | Dir. Páltu Kamaiwrá e Chandra Wood Viegas
Páltu é doutorando em Linguística no Laboratório de Línguas Indígenas (LALI) da Universidade de Brasília, e realiza uma pesquisa sobre o Kwaryp, ritual oferecido a líderes recém-falecidos, em várias aldeias do Alto Xingu. Quando seu pai morre, Páltu deve voltar para casa e oferecer o ritual ao seu falecido pai, que era líder na comunidade Kamaiwrá.

Universidade para Todos? – doc | 11’ | Dir. Saulo Machado
Neste documentário, escrito, produzido, editado e dirigido por falantes de Libras, um grupo de alunos do curso de Letras/Libras da UnB coloca em discussão a acessibilidade do Vestibular para pessoas com deficiência auditiva. Os alunos questionam a atual forma de ingresso na universidade, e trazem novas propostas para tornar o processo seletivo mais justo e adequado aos surdos.

16h – 17h
Debate com os realizadores dos filmes
Mediador: Prof. Marcos Carneiro

17h
Coquetel e sorteios dos DVD’s



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Serviço:
Lançamento do DVD “Línguas em Vídeo
09 de dezembro de 2013
14h às 18h
Auditório Roberto Salmerón da Faculdade de Tecnologia/UnB
Classificação Indicativa: Livre
Entrada Franca
Evento no Facebook

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Assessoria de Imprensa:
Conosco/Lígia Benevides
(61) 8134-6934

9 de agosto de 2013

Minha religião


"Quando eu fui embora - porque eu que fui embora - eu estava tão triste que não podia mais chorar. E fui olhando pra trás até onde alcançava a vista, e mesmo depois que já não alcançava nada eu continuei a olhar pra trás e a me lamentar. De fato, eu estou olhando pra trás até agora, separada de você por um monte de fitas que dividem o corredor como um labirinto. Meus olhos estão ardendo, de ontem, e eu tento perceber se as pessoas ao redor estão felizes ou tristes como eu. Ouço o meu sotaque em outras bocas, e percebo que a partir dali eu já não estava mais lá. Não seria preciso esperar as nove horas para chegar. A minha viagem chegara ao fim, e eu voltava mais por medo do que por vontade de voltar.

Eu, quando li que as pessoas demoravam até seis meses para se adaptar de volta, achei que era um exagero, mas coloquei para mim esta meta. Achava que até lá já não haveria mais mapa nenhum entre nós. Triplicaram em minha cabeça os fios brancos que antes passavam despercebidos, mas que agora são como um chamariz que permito existir para me lembrar de que se passaram quase nove meses que eu não te vejo, não te toco e não te amo.

Depois de três meses passados com o rosto sempre molhado da cachoeira salgada, que, impertinente, brotava a qualquer hora do dia, em qualquer canto do mundo, eu me achei muito esperta quando desmanchei os porta-retratos e guardei as lembranças no fundo do armário e da alma. Evitei tudo o que me lembrava você, para que eu pudesse continuar a viver, e não a lamentar o vivido e o passado.

Que ingênua.

Para me preservar eu nos destruí dentro de mim. Quase tomei raiva de você. Inventei motivos para brigar e assim não ter que sentir essa maldita saudade tão opressora e triste. Eu brilhei, brilhei até demais. Quando olhei para dentro, estava tudo opaco. Eu havia destruído o amor do cacto, porque mesmo ele precisava de uma lágrima de vez em quando, para humedecer tão humildes raízes.

É poesia ou é prosa? Mas Gandhi disse que Deus não tem religião. Nem eu.

A minha religião era você. Você era meu pequeno-almoço, meu lanche e meu jantar. Você era o meu abraço e o meu beijo, a minha valsa solitária, a minha banana com granola e mel. Você era a minha religiosidade. Eu te praticava todos os dias, e ainda assim não me cansava. Você era meu travesseiro e minha calma.

Agora tudo mudou.

Toca uma música. Ela entrou por um ouvido, estourou os meus tímpanos e eu enxerguei a verdade. Não adianta fingir. Eu vou precisar me apaixonar de novo por você.

Eu preciso saber:

ainda assim, você vem?"

1 de julho de 2013

Nossinhora!


A história dessa imagem veio de uma fotografia feita em Brasília, em junho, num dos protestos que aconteceu aqui na capitar. Er um cartaz que dizia: "Arr maria, pode nem protestar!". Achei o cúmulo do engraçado e descrevi a foto para algumas pessoas. 
Uma amiga me avisou que essa história de "arr maria" é coisa do Bode Gaiato, personagem fictício que existe no Facebook e faz troça de tudo, com sotaque bem paraibano! 
Já o desenho da jovem pedalando também não é de minha autoria, mas de Karl Addison, que tem várias ilustrações muito legais de bicicletas e de mil outras coisas.
O restante da imagem fui eu que fiz no Photoshop. 
Me divirto muito fazendo essas coisas!

28 de junho de 2013

Campanha «Respeite as Ciclovias»

Você, jovem, criança, adulto ou velhinho que anda com a sua bicicleta pelas recém-inauguradas ciclovias do Plano Piloto do DF, já deve ter notado que ainda há muita gente que não sabe o que é ciclovia, nem sabe que, muito além de ser um espaço para bicicletas, patins e skates, e mesmo pedestres desavisados, a ciclovia é um espaço de cidadania.

Cansada de ver carros estacionados em cima da ciclovia, ou impedindo a passagem nos cruzamentos, ou mesmo impedindo parcialmente alguma faixa com a frente ou a traseira do carro, comecei a distribuir esses pequenos folhetos, como se fossem post-its, nas janelas dos carros mal-educados.

Se você já viu esse recado no seu carro, é porque fez besteira!


Para que a ideia se espalhe e mais pessoas possam dar a multa cidadã - já que o Detran-DF até hoje não iniciou a prometida campanha educativa no trânsito - disponibilizo aqui a imagem para impressão.

São duas imagens disponíveis, em tamanho A4, com 6 post-its cada.  Na que tem o fundo transparente o fundo da imagem será da cor do papel que você escolher. Pode ser amarela, rosa, azul, vermelho, e você só paga a impressão em preto-e-branco. Para baixar a versão com fundo transparente, clique aqui.

A imagem amarela, ao contrário, deverá sem impressa a cores para que o amarelo fique visível. Portanto, aconselho que se compre uma resma de papel colorido e imprimam a preto-e-branco, pois assim ficará bem mais barato! Para baixar a versão com fundo amarelo (impressão colorida), clique aqui.

Boa pedalada!

21 de junho de 2013

Molotolove

Preciso me lembrar de escrever meu relato e minhas impressões do levante brasileiro. Por enquanto, fica aqui um exemplar da minha manifestação gráfica de Junho de 2013.

11 de março de 2013

Eu acredito no amor

À medida que eu comecei a pedalar por Brasília os motivos só foram aumentando. Eu sempre gostei de bicicleta e patins, desde criança. Quando morava em Goiânia e estudava no Pré-Médico, com uns 14, 15 anos, eu tentei algumas vezes pedalar até a escola, mas fui poucas vezes porque a subida era difícil, eu não tinha muita força no pedal, a bicicleta não era das melhores e eu morria de medo de ser atropelada (mesmo andando na calçada).

Mas a «planitude» de Brasília sempre me convocou a pedalar, e apesar de ter demorado mais do que o desejável para adquirir uma bicicleta, um belo dia uma magrela preta e amarela (carinhosamente chamada de Magali, em homenagem à personagem do Maurício de Souza) passou a fazer parte da minha vida. De lá pra cá contam-se 5 anos de pedaladas, 1 atropelamento e 3 quedas, e muitos, muitos bons momentos e vários amigos que fiz na Bicicletada.

Aos poucos, a gente começa a pedalar não só para ir de um ponto a outro. Começa a pedalar porque sente que aos poucos o corpo se fortalece, o humor e a disposição melhoram, e a cidade passa a ser outra, mais próxima, mais humana. Pedalamos porque o dia está lindo e é delicioso suar enquanto o vento refresca sua nuca. Pedalamos porque assim vai-se mais rápido, mas ainda podemos sentir o cheiro da dama-da-noite. Pedalamos porque acreditamos na legitimidade deste modal de transporte. Pedalamos porque de vez em quando conseguimos sorrir pra alguém na rua, a troco de nada. Pedalamos porque as crianças ficam curiosas ao ver a bicicleta, e porque isso desperta nelas a vontade de pedalar. E se a sua bicicleta tem flores, você sempre pode se desfazer de algumas para alegrar o dia de alguém. 

Então depois de alguns sustos na rua, buzinadas indevidas, ultrapassagens perigosas e um ou outro «acidente», você começa a pedalar porque às vezes sente medo e pensa em desistir, e por isso mesmo é preciso vencer o medo que o mundo quer colocar em você.

São tantos os atropelamentos de ciclistas que a cada dia mais eu pedalo por teimosia. Um dia foi o ciclista sem nome atropelado pelo bilionário wanna be. Outro dia foram duas ativistas atropeladas em São Paulo. Um dia em Brasília. Outro dia em Belo Horizonte. Ontem, mais um em São Paulo, esse com requintes de crueldade difíceis de suportar sem algumas lágrimas e muita dor no coração.

Ciclovias têm sido construídas em toda a região do Plano Piloto de Brasília, mas na Estrutural, na EPTG, nas grandes vias de 6 faixas para carros, recentemente reestruturadas, não há espaço para ciclovias, apesar das condições impostas pelo BNDES (a existência de ciclovias era uma condição sine qua non para o empréstimo dos recursos). E é lá que há o maior uso de bicicletas como meio de transporte (ao contrário do que ocorre no Plano Piloto, onde a maioria das pessoas ainda pedala como forma de lazer ou esporte, isto é, pedala esporadicamente). Então por aí nós vemos qual é a real preocupação do governo, que é ornamentar o Plano Piloto com ciclovias caríssimas, mas que até hoje não foram finalizadas: não há sinalização, não há placas e, principalmente, não há faixas pintadas nos cruzamentos da ciclovia com o asfalto nas rotatórias. E onde há, a preferência, contrariando o CTB, é dado aos carros, e não às bicicletas. Até onde eu sei, o Detran-DF recusa-se a pintar os cruzamentos porque não quer ser responsabilizado pelo atropelamento de ciclistas provocados por motoristas que se recusarão a dar-lhes a preferência. Eu não consigo acreditar que o órgão regulamentador do trânsito use essa desculpa esfarrapada para se isentar de tomar uma providência frente à nova realidade, e cumprir seu papel educador.



O outro problema é que agora, com as ciclovias, muitos motoristas acreditam que o ciclista perde o seu direito de circular no mesmo espaço que eles, na rua asfaltada. Do alto de sua arrogância e egoísmo, pensam que têm mais direitos do que os outros veículos, aproveitando-se de sua óbvia força assassina para amedrontar os ciclistas, que circulam «nus», sem uma caixa de metal que os proteja.

De vez em quando um ou outro motorista educado aparece e faz uma gentileza, mas para cada um que é bom, há outros nove que são simplesmente cretinos. E tudo isso às vezes me tira o ânimo de pedalar, mas eu vou persistir, eu não vou desistir. Não vou ter medo, não vou deixar que me quebrem o espírito. 

Quantos de nós terão que morrer para que a sociedade brasileira se aperceba de seu anacronismo, e passe a exigir como um todo pela melhoria do transporte coletivo? Menos carros, menos motor. Mais bicicletas, mais amor. 


18 de fevereiro de 2013

A velhice e a vida

Eu pensava que ficar velha era ver nascer os primeiros fios de cabelo brancos. Mas eu estava errada. Então pensei que parte do processo de envelhecimento era ver os amigos e amigas casando-se e procriando. Mas eu ainda estava errada. Percebi que estou sim envelhecendo, por todos esses motivos acima, mas agora me dou conta de que é a morte que acusa a velhice. A morte dos pais dos meus amigos. A morte dos meus pais, que eu sei que um dia virá, não obstante meu medo e minha tristeza. Agora sim eu vejo que estou mais velha, porque a morte se aproxima lentamente, comendo a vida pelas beiradas.

Eu quero comer a morte pelas beiradas.

Esta aquarela é de Maria Eugênia, desenhista que estásempre na revista  piauí.
Vá na fonte!

11 de fevereiro de 2013

A Cambinda do Cumbe


Doc/30min/2007/PE

Direção: Luca Barreto
Realização: Canal 03


Sinopse

Documentário sobre o Maracatu Rural mais antigo de Pernambuco. A Cambinda Brasileira está sediada no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, a 55km de Recife, e completou 90 anos de atividade em janeiro de 2008.


Ficha Técnica

Direção: Luca Barreto
Realização: Canal 03
Fotos: Aline Feitosa, Beto Figueiroa, Elenilson Soares, Mateus Sá e Luca Barreto
Antropóloga/Textos: Sumaia Vieira
Diretor de Fotografia: Mariano Picman
Câmera Adicional: Bacco Andrade, Ricardo Vasconcelos e Luca Barreto
Editor: Ailton Pereira e Luca Barreto
Trilha Sonora: Terno do Maracatu Cambinda Brasileira e Medalha Xukuru (Flautas)





14 de janeiro de 2013

Back to Brazil

A saudade é um atestado tardio de felicidade.
Pra saudade que eu sinto não há cura, apenas memória.
A memória é prisão, e desapego é o contrário de desprendimento.
O tempo corre devagar pelas bandas de cá.
Eu olho pra dentro de mim quando fecho os olhos.

Eu vejo o topo da Basílica alaranjada pelo sol, vejo a linha de ferro do elétrico e ouço o barulho da sua campainha. Eu vejo o vaso de flores em cima da mesa, vejo a grade que cerca o jardim. Vejo o estendal da vizinha e as roupas brancas penduradas.
Vejo você dentro de mim - vejo-nos com as vistas embaçadas.

«Toda lágrima é uma cachoeira» de saudade.