2 de dezembro de 2008

Sopão ROOTS de Catarinas!


Cine Roots: Mostra de Cinema Beneficente para Santa Catarina

Cine ROOTS & SOPÃO de Filmes
apresentam
Mostra do Cinema Catarinense
Mostra de cinema beneficente em prol das vítimas das chuvas em Santa Catarina
Em setembro desse ano, o Cine ROOTS (DF) e o Sopão de Filmes (SC) promoveram a exibição de uma mostra de cinema com filmes produzidos no estado de Santa Catarina. A programação foi extensa, com 17 curtas-metragens, sendo 03 animações, 02 experimentais e 12 ficções, totalizando cerca de 2h30 de exibição.
O Cine ROOTS fará a reexibição desta mostra catarinense na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, no bar Raízes (Quadra 110 – Asa Norte - Brasília/DF), com o intuito de angariar roupas, calçados, alimentos não-perecíveis, água mineral, roupas de cama/banho, e mais toda a sorte de objetos que possam ser úteis aos cerca de 80.000 cidadãos catarinenses desabrigados pelas incessantes chuvas e enchentes que têm caído sobre todo o estado.
Seguem pela internet e pela mídia pedidos de ajuda para estas famílias. A mobilização tem sido intensa e é fundamental para auxiliar a melhorar as condições de vida neste primeiro momento. O Cine ROOTS e o Sopão de Filmes pretendem auxiliar nesta empreitada coletiva promovendo uma nova sessão do "Sopão de Catarinas", desta vez com um objetivo específico: servir como um espaço de receptação de doações, que serão encaminhadas à sede do Corpo de Bombeiros da Asa Norte, um dos pontos da Defesa Civil do DF, responsável por enviar estes donativos para Santa Catarina.
Compareça, veja os filmes, traga um donativo e colabore nesta campanha que está envolvendo todo o país.
Abraços,
Cine Roots e Sopão de Filmes

Para visualizar a imagem abaixo, clique em "Exibir Imagens de ligiabene@gmail.com"


PROGRAMAÇÃO DE FILMES
… [ani, 1’, 2007]
Direção: Edson Quint Jr. (Fpolis, 2007, animação, 1 min)


VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE I
Isso mesmo. Você que sempre ficava no canto da festa, olhando invejosamente a turma dançando a dança da cadeira, depois a dança da vassoura e anos depois a dança da garrafa... Não fique parado no tempo! Dançar é bom! Emocionado e com os olhos úmidos de lágrimas, você olha para os céus e se pergunta: "Mas como? Quem vai me salvar de meus próprios pés"? A resposta vem de dentro de você mesmo: Vlad Party.

SAIU NA TV [exp, 16 min, 2007]
Direção: Bernardo Garcia
Pseudo-documentário sobre Mariana Ana, mais uma celebridade instantânea na mídia.

SUBÚRBIO OPERÁRIO – ATO I
Dir.: Sandrigo Rodriguez e Alexandre Shadeck

AFLORA [fic, 15’, 2007]
Direção: Maíra Corrêa
Uma florista vive rodeada por suas paixões: as flores e os livros. Até questionar se sua "flor e cultura" realmente a deixa contente.

VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE II

SANTA [fic, 7’, 2007]
Direção: Marina Scherer
Uma mulher que bloqueou em sua mente um crime que presenciou quando criança, aos poucos, ao se deparar em seus sonhos com objetos e símbolos ligados ao dia da tragédia, começa a desbloquear seu trauma de infância, que ficou guardado em seu inconsciente e só é revivido durante seu sono.

ANIMUS [fic, 3’, 2004]
Direção: Alan Langdon
O auto-retrato de uma morte (lua cheia sempre traz encrenca).

VIM DIZER QUE ESTOU INDO [ani, 2’, 2008]
Direção: Yannet Briggiler
Animação livremente inspirada no conto de Julio Cortázar "El aplastamiento de las gotas".

SUBÚRBIO OPERÁRIO – ATO II
Dir.: Sandrigo Rodriguez e Alexandre Shadeck

AQUÁRIO [fic, 9’, 2008]
Direção: Cíntia Domit Bittar
Laura vive em um apartamento com seu companheiro tedioso. Ela passa os dias assistindo a fitas VHS que contêm depoimentos de homens candidatos a relacionamentos em agências de namoro.

APROVEITEM O MAR [fic, 10’, 2006]
Direção: Christian Abes
Um seqüestro, a princípio sem razão, coloca os personagens desse filme dentro da mala de um carro. Ao invés de se entregarem ao desespero usual que uma situação como essa provocaria, os dois passam a falar de suas vidas e acabam por descobrir que têm em comum. Dentre outras coisas, o fato de nunca terem visto o mar. Ela, por razões óbvias. Ele, de certa forma, também.

VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE III

SINESTESIA [fic, 12’, 2007]
Direção: Paulo Maisatto
Dois personagens. Uma menina e um homem. Suas percepções estão afloradas. Suas subjetividades interligadas. Estão preparados para um encontro sensorial.

ESQUERDA, DIREITA, VOU VER [ani, 2’, 2006]
Direção: Camila Sokolowski
Uma animação bem massa.

JARDIM DO ÉDEN [fic, 7’, 2007]
Direção: Uriel Pereira

VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE IV

A CANÇÃO DO CIGANO [exp, 9’33, 2007]
Direção: Luís Felipe Sprotte Costa
Vídeo-poema em 5 idiomas (alemão, húngaro, polonês, português e sérvio) em homenagem ao povo Roma.

SUBÚRBIO OPERÁRIO – ATO III
Dir.: Sandrigo Rodriguez e Alexandre Shadeck

O RETRATO DE DORIANA EXTRA CREMOSA COM SAL [exp, 6’, 2006]
Direção: Alan Langdon
"Pode perdoar-se a um homem a criação de uma coisa útil, contanto que ele não a admire. A única justificativa para a criação de uma coisa inútil é que ela seja admirada intensamente" - Oscar Wilde

VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE V

A MÃO DO MACACO [fic, 25’, 2008]
Direção: Jefferson Bittencourt
Sandra e Lucas comemoram o aniversário da mãe. Na madrugada após a festa, um estranho visitante traz para a casa da família um sinistro objeto: a mão decepada de um símio, que ele diz ser capaz de realizar os desejos de seu possuidor. A câmera caseira que registrava a festa torna-se a testemunha dos fatos misteriosos que encaminham a história dos irmãos para um desfecho assustador. Uma adaptação contemporânea do conto homônimo de W.W. Jacobs.

SUBÚRBIO OPERÁRIO – ATO IV
Dir.: Sandrigo Rodriguez e Alexandre Shadeck

O FIM DO MUNDO [doc exp., 21’, 2005]
Direção de Alan Langdon e Guilherme Ledoux
Em 1999, o mundo ia acabar. Certo da grandiosidade do evento, o coletivo Pintô Sujêra colheu uma inusitada fauna de depoimentos e dramatizações sobre o Fim. O resultado é uma profunda e frenética exploração cósmica dos alicerces da sociedade: religião, morte, amizade e cigarro.

VLAD PARTY: YOU CAN DANCE! – PARTE VI


SERVIÇO


Cine ROOTS & Sopão de Filmes apresentam

MOSTRA DO CINEMA CATARINENSE

Ponto de Coleta de Doações para os desabrigados de Santa Catarina
VENHA E CONTRIBUA!


Data: 09 de Dezembro (Terça-feira)
Horário: 19h30
Local: bar Raízes – SCLN 110 Bloco D Loja 28 – Telefone: (61) 3033-7330
Entrada Livre
Classificação Indicativa: Recomendado para maiores de 18 anos


Realização

CINE ROOTS

Programação e Ass. de Comunicação (Conosco): Lígia Benevides - ligiabene@gmail.com - (61) 91 64 25 20
Produção Raízes: Pablo Feitosa (61) 85 35 48 73 e Leandro Gugu (61) 84 18 6 593 - bar.raizes@gmail.com

SOPÃO DE FILMES
Alan Landgon (http://www.sopaodefilmes.blogspot.com/ .. sopao.de.filmes@gmail.com)


23 de outubro de 2008

Perro Loco em Brasília, no Cine ROOTS!


Brasília recebe Perro Loco
Mostra Itinerante chega a Brasília e aterrissa no gramado do Cine ROOTS

Por Lígia Benevides e Luisa Maranhão

O Cine ROOTS e o Perro Loco – Festival de Cinema Universitário Latino-Americano dão continuidade a Mostra Itinerante do festival com dez dos filmes exibidos na Mostra Competitiva de 2007, que aconteceu entre os dias 19 e 23 de setembro na Universidade Federal de Goiás (UFG), e trouxe realizadores universitários de 19 estados brasileiros e seis países, de um total de 186 obras inscritas.
Da programação oficial do evento, o Cine ROOTS traz a Brasília curtas como “Behr Brasília”, produzido por alunos do IESB, documentário que utiliza a poesia do brasiliense Nicolas Behr para retratar a atual Brasília, seca como sempre e, agora, alvo de demolições por parte do governador Arruda. O público poderá ainda assistir aos curtas “Sete Minutos” (Fac. Estácio de Sá-RJ), “Abraão – O Filme” (UFPR), “Adiós a Cuba” (EICTV-Cuba), “Vai Indo Que Eu Já Vou” (Fac. Cásper Líbero-SP), “Sem Mais Delongas” (UNISINOS-RS), “Terra em Trance” (IESB-DF), “Esconde-Esconde” (UFF-RJ) e “O Flautista” (FTC-BA).

Produzido pelos alunos da Universidade Federal de Goiás (UFG), o festival Perro Loco tem periodicidade anual e realiza em 2008 sua 2ª edição, dos dias 4 a 9 de novembro, na cidade de Goiânia (GO). Na programação deste ano, filmes como “O Brilho dos Meus Olhos” (RJ), “Espuma e Osso” (CE), “Ka’a – La Leyenda de La Yerba Mate” (ARG) e “Chuchu, Vou Me Mandar” (DF), ente muitos outros. Além dos filmes universitários, o Perro Loco traz a Goiânia os longas “Serras da Desordem”, de Andre Tonacci, “Hércules 56”, de Sílvio Da-Rin, oficina de Iluminação com Rodrigo “Horse” Assis, mini-cursos, debate com os realizadores da Competitiva, shows com bandas como Os Canalhas e Orquestra Abstrata, de Goiânia.

A Mostra Perro Loco - Especial Brasília é realizada pela produtora cultural Conosco e pelo bar Raízes. O Cine ROOTS, cuja ênfase de exibição é dada aos filmes de curta-metragem e documentários com temas políticos, após 17 semanas de exibição ininterrupta de curtas brasileiros e tendo exibido mais de 90 filmes em seu gramado, inicia, após a mostra do Perro Loco, um novo formato, com mostras quinzenais.

A partir do dia 11 de novembro as sessões começarão pontualmente às 20 horas e passam a ser quinzenais. Segundo a organização do evento, dessa forma será possível “trabalhar melhor a produção e a curadoria do evento, bem como divulgar com maior antecedências as mostras”, segundo Pablo Feitosa, proprietário do Raízes. A 18ª sessão do Cine ROOTS – Especial Perro Loco – acontece dia 28 de outubro, terça-feira, a partir das 19h30, e está aberta ao público em geral, na 110 Norte, bloco D.


PROGRAMAÇÃO

SETE MINUTOS (2007, Ficção, DVD, 7 min) Faculdade Estácio de Sá – RJ
Curta, filmado em plano seqüência, que mostra o acerto de conta entre dois traficantes.

ABRAÃO – O FILME (2006, Ficção, DVD, 9 min)
Universidade Federal do Paraná - UFPR
Uma heresia cinematográfica que desconstrói em sete minutos a mais psicologicamente cruel história do Antigo Testamento. Deus está pronto para lançar sua fúria divina sobre um estressado Abraão, que o faz rever seus conceitos.


ADIOS A CUBA (2007, Documentário, MiniDV, 14 min)
Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de Los Baños – EICTV (Cuba)
Fragmentos de Cuba a partir de cartas de cubanos que estão fora de seu país.


BERH BRASÍLIA (2007, Documentário, DVD, 3 min)
Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB)
Nicolas Behr é um poeta Brasiliense que empresta seu poema ao documentário para retratar de forma divertida a atual Brasília, seca como sempre, e agora alvo de demolições por parte do atual governador Arruda.


CRISÁLIDAS (2006, Animação, Mini-DV, 8 min)
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Vivendo trancada em casa com a madrinha, a menina brinca com seu artifício mais poderoso e livre de quaisquer amarras: a imaginação.


VAI INDO QUE EU JÁ VOU (2006, Documentário, DVD, 15 min)
Faculdade Cásper Líbero - SP Documentário que trata do imaginário da morte, sobretudo da maneira como imaginamos a nossa própria morte e seu entorno.

O FLAUTISTA (2007, MiniDV, Ficção,15 min) Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC-BA Através de um recorte da vida de Oscar, um músico de rua, após tocar na frente do teatro e se encaminhar ao rotineiro encontro do amigo Alberto, o porteiro do fundo. Mas algo quebrará o automatismo do cotidiano noturno daqueles personagens que convivem no entorno daquele teatro.

SEM MAIS DELONGAS ( 2006, MiniDV, Ficção, 20 min)
Universidade Do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS-RS
Fria noite de outono. Michel é assombrado por uma misteriosa fatalidade abstrata. Não sabe se está sonhando, ou drogado como nunca. Ele não pode ficar sozinho...

TERRA EM TRANCE (2007, Documentário, DVD, 27 min)
Instituto de Educação Superior de Brasília – IESB Fugindo dos padrões estabelecidos, um grupo de pessoas de Alto Paraíso (Goiás), fundou a Igreja do Trance Divino (ITD) que admite que através do trance é possível entrar em contato com Deus.

ESCONDE – ESCONDE (2007, Ficção, 16 mm, 15 min)
Universidade Federal Fluminense - UFF Um casal de idosos, Amaro e Regina, mora sozinho em um velho apartamento desde a morte do seu único filho, Marcos. No entanto, mesmo com o passar dos anos, Regina não parece ter superado tamanha perda e por vezes imagina que Marcos ainda está vivo.

Sobre o Festival Perro Loco

(Por Comissão Organizadora I Perro Loco 2007 .. www.perroloco.com.br)

Nas últimas décadas, a produção audiovisual na América Latina tem alcançado novos espaços, ganhado destaque e se faz presente em grandes festivais internacionais de cinema, atraindo admiradores e surpreendendo a crítica internacional. Esse cinema agregou valores de uma simples maneira de entretenimento e passou a ter papel fundamental na formação do cidadão crítico, responsável e executor no mundo.
Pensando assim, procuramos criar um Festival Universitário para divulgar a cinematografia latina, possibilitando o acesso da comunidade em geral aos cinemas, abrindo um espaço adequado para que estudantes, cineastas e estudiosos da arte pudessem discutir e debater sobre os problemas, os desafios e o futuro desse cinema. Para tanto, foi escolhido como tema central do evento a Identidade Cultural do Cinema Latino Americano. Ele buscará também contribuir para a luta e pelo reconhecimento e fortalecimento das minorias para que possam exigir de seus governantes mais políticas públicas para o combate da desigualdade social. O Perro Loco – Festival de Cinema Universitário Latino Americano, visa dar espaço para aqueles que, mesmo com todas as dificuldades, falta de recursos e atropelos, criam, ousam, experimentam, subvertem. Estudantes que se dedicam ao cinema e enxergam além dos paradigmas estabelecidos pela grande indústria cultural. Que vêem a América Latina sob o prisma da esperança, que acreditam que com sua arte, construirão novos rumos de mãos dadas com a sétima arte.

Por que Perro Loco?

Perro Loco é uma expressão latino-americana que reflete a gana e paixão deste povo. Uma expressão capaz de persuadir não só a construção de um espaço, mas levantar a capacidade de ação sobre ele. Representa o desejo de nossa equipe em levar para cada apaixonado por cinema na América Latina, além da consciência de nossa identidade, a necessidade de fortalecê-la e representá-la.
Somos cães-guias, guardiões, de um cinema forte e envolvente. Enlouquecidos por suas cores e sons e dispostos a levar ao mundo a essência de um povo que sobrevive, dia após dia, a toda intensidade de valores e sentidos que a vida pode dar. Latinos são marcados pela resistência, pela pulsão em sobreviver à dor e miséria, pelo desejo de existir, de se fazer ver e compreender. Há uma força vital de instinto. Sabemos que não somos únicos, que assim como nós há vários perros locos espalhados pelas Américas. Não é apenas o Festival que chama Perro Loco, e sim todos nós, latino-americanos.

SERVIÇO

Cine ROOTS apresenta
Mostra PERRO LOCO – Festival de Cinema Universitário Latino-Americano
Cinema gratuito, consciente e na rua!

28 de Outubro – Terça-feira – 19h30
Raízes – SCLN 110 Bloco D Loja 28 – Tel: (61) 3033-7330 Entrada Livre
Classificação Indicativa: Recomendado para maiores de 18 anos

Curadoria e Ass. de Comunicação Cine ROOTS:
Lígia Benevides (61. 9164-2520) – Conosco :: cinema..arte

ligiabene@gmail.com

conosco.cinema@gmail.com


Raízes:

Pablo Feitosa (61. 85354873)

Leandro “Gugu” Casarin (61. 84186593)

bar.raizes@gmail.com


PERRO LOCO – Festival de Cinema Universitário Latino-Americano

www.perroloco.com.br
perroloco@perroloco.com.br

Realização: Universidade Federal de Goiás (UFG)

2ª edição: 4 a 9 de Novembro de 2009

UFG – Goiânia (GO) – Brasil

30 de setembro de 2008

Cine ROOOOOOOTS (DF) & SOPÃO de Filmes (SC)

15ª edição do Cine ROOTS
Raízes, Conosco e Sopão de Filmes orgulhosamente apresentam...

O Cinema de Santa Catarina


22 de setembro de 2008

Boca no Lixo na 8ª Goiânia Mostra Curtas


Queridos amigos do blog,
estão todos convidados a assistir ao documentário "Boca no Lixo", um filme que busca retomar a discussão acerca do lixo urbano a partir da perspectiva dos trabalhadores da limpeza da cidade de Goiânia.
Acredito que este filme é capaz de transformar a cabeça das pessoas com relação a essa questão, pois afirmo que mudou a minha e a de muitos que viram o filme e com quem tive a oportunidade de conversar.
Dia 8 de Outubro, a partir das 15hrs, no Teatro Goiânia (Av. Araguia c/ Av. Anhanguera, Centro).
















29 de agosto de 2008

Cine ROOTS - Mostra Literatura e Cinema



CINE ROOTS COLOCA A LITERATURA E O CINEMA EM CARTAZ

Na próxima terça, dia 02 de setembro, a partir das 19h30, o Cine ROOTS apresenta ao público brasiliense sete curtas-metragens brasileiros da coleção Programadora Brasil, um projeto nacional do Ministério da Cultura que visa à divulgação e distribuição das obras cinematográficas de curta-metragem.
Organizadas por temas, as coleções da Programadora estão sendo exibidas no Cine ROOTS devido à parceria com o SESC/DF. Nesta 11ª edição do projeto, o tema é “Literatura e Cinema”, com 1 hora e 27 minutos de exibição.
Premiados em diversos festivais nacionais, a qualidade dos filmes é garantida!
O Cine ROOTS é um projeto independente que acontece todas as terças-feiras no bar Raízes (110 norte, bloco D).
As mostras do Cine ROOTS já exibiram cerca de 70 curtas de diversos locais do Brasil, com exibições gratuitas ao ar livre. A produção do evento é de Pablo Feitosa, Leandro Gugu, Lígia Benevides e Rafael Axé.
A entrada para o Cine ROOTS é franca e a pipoca é por conta do Raízes!
Maiores informações pelos e-mails
bar.raizes@gmail.com e/ou conosco.cinema@gmail.com e pelos telefones (61) 8535-4873 (Pablo Feitosa), (61) 8418-6539 (Leandro Gugu) e (61) 9164-2520 (Lígia Benevides).

SERVIÇO


Cine ROOTS – Mostra de Curtas do Raízes apresenta Programadora Brasil – Literatura e Cinema
Cinema consciente, na rua e de graça!
Dia 02 de Setembro – Terça-feira
19h30
Bar Raízes – SCLN 110 Bloco D Loja 28 – Telefone: (61) 3033-7330
Entrada Franca
Classificação Indicativa: Recomendado para maiores de 18 anos
Contatos: Pablo Feitosa (61. 85354873) e Leandro Gugu Casarin (61. 84186593) / (bar.raizes@gmail.com) – Produção
Ass. de Comunicação: Lígia Benevides (ligiabene@gmail.com)/(61) 9164-2520


22 de agosto de 2008

Cine ROOTS apresenta Mostra MOSCA - Especial Brasília!


10ª EDIÇÃO DO CINE ROOTS PROMOVE INTERCÂMBIO ESTADUAL DE CURTAS-METRAGENS COM OS FILMES EXIBIDOS NA 4ª MOSTRA AUDIOVISUAL DE CAMBUQUIRA (MG)

O Cine ROOTS segue seu caminho cinematográfico e traz em sua décima edição uma seleção de curtas que foram exibidos na 4ª Mostra de Audiovisual de Cambuquira, a MOSTRA MOSCA, que aconteceu de 9 a 13 de julho deste ano na cidade de Cambuquira (MG). O Cine ROOTS inaugura com esta mostra itinerante da MOSCA uma série de trocas que visam o intercâmbio de acervos de cineclubes e mostras nacionais.
Neste ano, a produção da MOSCA recebeu um número recorde de inscrições. Foram 294 filmes que buscaram seu lugar na tela de cinema da mostra, dos quais foram selecionadas 62 obras. Entre essa gama de filmes, o Cine ROOTS tem o prazer de trazer para Brasília parte desta esmerada seleção. Na próxima terça, dia 26 de agosto, a partir das 19 horas, no bar Raízes (110 Norte, bloco D), serão exibidos 12 curtas, sendo 6 ficções, 2 documentários, 3 animações e 1 experimental, totalizando 3 horas de exibição.
"Esse intercâmbio é justamente uma das conseqüências que buscamos ao produzir a mostra, por isso ficamos muito satisfeitas que esteja acontecendo de maneira tão natural", afirma Ananda Guimarães, uma das produtoras da MOSCA.
"Para produzir, sempre pensamos em descentralização e popularização de cultura e formação de público, pois acreditamos que isso é importante não só para o cinema brasileiro, mas também para os espectadores em potencial que não tem acesso à produção, seja em cidades pequenas ou em grandes centros. No contexto de cinema brasileiro atual, em relação ao curta-metragem, fala-se muito na dificuldade de exibição devido ao seu formato não-comercial. Mas não devemos ignorar a quantidade de mostras, festivais e cineclubes que estão se multiplicando pelo país todo. Acho que podemos apostar nesses meios de exibição como difusores e formadores de público para o cinema brasileiro. O intercâmbio entre esses exibidores de diferentes estados expande esse circuito exibidor em crescimento, e fortalece os futuros projetos".
A curadoria da MOSCA é feita pela equipe idealizadora da mostra, que além de Ananda Guimarães, conta também com Fernanda Tonoli, Sharen Zancaner e Maíra Colucci. Formadas no curso de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/SP), a curadoria teve como base a análise dos roteiros, estéticas, técnicas e as discussões propostas, sempre procurando dosar cada um desses critérios uma seleção composta por um panorama de linguagens o mais abrangente possível. "Reservamos sempre um espaço para os curtas produzidos na região de Cambuquira, local da mostra, o que têm se mostrado estimulante e proporcionado debates muito ricos para a comunidade", afirma Ananda Guimarães.
Abrindo a mostra teremos o curta de ficção "Nosferatu", dos diretores goianos Heloá Fernandes e Rodolfo Carvalhaes. O filme recebeu o prêmio de Melhor Curta Universitário no 3º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia, em 2007, bem como uma menção honrosa do Sindcine de São Paulo pela Fotografia. Na seqüência, teremos o documentário "Palco Roosvelt", produzido por alunos da UFSCar (SP) e dirigido por Rafael Rolim, que mostra a realidade da Praça Roosvelt e como ela tem sobrevivido como um espaço da comunidade urbana. O curta está na seleção oficial do 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que teve início dia 22 e vai até o dia 29 de agosto. A ficção "Super Herói Fora de Série", produzida em São Paulo e dirigida por Ale McHaddo e Paulo de Tarso "Disco", tem 20 minutos e narra a história de um fã de HQ's que decide virar super-herói.
"Sonido" é uma animação de 5 minutos que fala de maneira singela e delicada sobre a descoberta do amor e do mundo, tendo sido produzido em Santa Catarina e dirigido por Fernanda Fraiz e Cibele Rosa Duarte. Em seguida, o documentário "Corpo de Bollywood: o povo quer cinema", do Rio de Janeiro, traz às telas a realidade da indústria cinematográfica na Índia, e tem a direção de Raquel Valadares. O filme foi exibido na II Mostra de Filmes de Bollywood e no 26º Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay.
Outro filme carioca, desta vez uma ficção, toma o lugar no ecrã do Cine ROOTS. Dirigido por Cavi Borges, "Engano" é um filme em dois planos-sequências que fala sobre solidão e desencontros na cidade. O filme participou de diversos festivais nacionais e recebeu vários prêmios, dentre eles o de Melhor Ficção (Júri Popular), na 4ª Mosca, e também os prêmios de Melhor Curta 35mm (Júri Popular) no 8º Festival Curta-SE - SE (2008), Melhor Filme 35 mm no PUTZ - Festival de Curitiba-PR (2008), Melhor Atriz no II Curta Cabo Frio – RJ (2008) e também está na Seleção Oficial 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo deste ano.
Representando o cinema brasiliense, a animação "Maria Flor", da diretora Camila Carrossini, conta a pequena história de uma menina. Produzida pela OZI e com grande apuro técnico, participou neste ano da Seleção Oficial do 12º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e da Seleção Oficial AnimaMundi.
O experimental "Glauber é Rocha", do diretor Ângelo Lima, é uma homenagem ao cineasta baiano Glauber Rocha, grande personagem do cinema brasileiro. Filmado em 1983 em Pernambuco, o filme foi finalizado em 2008 em Goiás, e traz imagens de Glauber e do próprio diretor do filme, que além de trabalhar com cinema também é artista de circo. "Moradores do 304", animação mineira que tem seu mérito na excelências da imagens e do trabalho gráfico, inova na linguagem cinematográfica e é um verdadeiro deleite para os olhos. Dirigido por Luciano Cata Preta, o filme possui um longo histórico de participações e premiações nos maiores festivais do Brasil e do mundo, como a de Melhor animação no CURTA CINEMA 2007 – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, Menção Honrosa na 9ª Mostra Londrina de Cinema, Menção Honrosa no 6º Festival Paris Tout Court 2008, Mostra do Filme Livre 2008, 13º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (2008), Seleção Oficial 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (2008), Seleção Oficial AnimaMundi 2008 e Melhor Fotografia no 5º Festival de Cinema de Maringá (PR), 2008.
belíssimo "Satori Uso", produzido no Paraná em 2007 é uma verdadeira aula de fotografia e linguagem. O currículo de festivais do filme é impressionante: 35º Festival de Cinema de Gramado 2007 (Melhor Filme – Crítica, Melhor Fotografia (para Carlos Ebert, ABC), Aquisição do Canal Brasil, Menção Honrosa no Curta Cinema 2007 - Festival Internacional de Curtas Metragens do Rio de Janeiro e Menção Honrosa na IV Mostra Curta Pará Cine Brasil.
Estreante no cinema como diretor, Fernando Sanches surpreende com o filme "Landau 66". De grande dificuldade técnica, o filme se passa todo dentro de um Landau debaixo de chuva, e traz para as telas suspense e humor na medida correta, com um final surpreendente.Finalizando a sessão, temos o filme argentino do realizador Frandu Almeida, "Proyecto 150", que faz uma sátira muito bem humorada e verdadeira sobre a realidade da produção independente, e mostra que, independente do país de produção, o cinema sobrevive a duras penas quando é feito sem recursos e pouca produção.
O Cine ROOTS é um projeto independente que tem acontecido todas as terças-feiras no bar Raízes, que fica na 110 norte, bloco D. As mostras do Cine ROOTS já exibiram cerca de 60 curtas de diversos locais do Brasil, com exibições gratuitas ao ar livre. A produção do evento é de Pablo Feitosa, Leandro Gugu, Lígia Benevides e Rafael Axé.
A entrada para o Cine ROOTS é franca e a pipoca é por conta do Raízes!Maiores informações pelos e-mails bar.raizes@gmail.com e/ou conosco.cinema@gmail.com e pelos telefones (61) 8535-4873 (Pablo Feitosa), (61) 8418-6539 (Leandro Gugu) e (61) 9164-2520 (Lígia Benevides).

SERVIÇO
Cine ROOTS – Mostra de Curtas do Raízes apresenta 4ª MOSCA – Especial Brasília
Cinema consciente, na rua e de graça!
Dia 26 de Agosto – Terça-feira
19 horas
Bar Raízes – SCLN 110 Bloco D Loja 28 – Telefone: (61) 3033-7330
Entrada Franca
Classificação Indicativa: Recomendado para maiores de 18 anos
Contatos: Pablo Feitosa (61. 85354873) e Leandro Gugu Casarin (61. 84186593) / (bar.raizes@gmail.com) – Produção
Ass. de Comunicação e Curadoria 10ª edição: Lígia Benevides (ligiabene@gmail.com)/(61) 9164-2520

24 de julho de 2008

Cine ROOTS na imprensa de Brasília

O Cine ROOTS - Mostra de Curtas do bar Raízes, que tem acontecido desde o dia 24 de junho em Brasília, toda terça-feira, na 110 Norte, realizou no último dia 22 a 1ª mostra de curtas realizados em Brasília.

Amanhã coloco as fotos do evento, que ficou cheio, superando as nossas expectativas!

Recebemos uma forcinha legal dos órgãos da imprensa, confiram:






22 de julho de 2008

Boca no Lixo no DM!


8º Desbitola - Filmes Independentes



Da arte de fazer filmes sem dinheiro ou
sobre como nos tornamos foras-da-lei



Produções de baixo orçamento, independente e trash – convergências e diferenças nos filmes produzidos sem recursos financeiros no 8º Desbitola

Por Lígia Benevides


Cinema de guerrilha. A câmera pode ser uma arma. Filmes fora-da-lei. O cinema independente existe e resiste. É possível fazer filmes com (muito) pouco dinheiro? Cinema de amadores ou de inventivos? Qual a diferença entre ser trash e ser independente?
O ciclo do Desbitola continua girando e coloca na roda três produções expressivas do cinema independente produzido em Goiânia. O público poderá conferir, no dia 28 de julho, a partir das 20 horas, no Cine Cultura, os curtas O Pequi (fic, 5 min, 2006), de Rodrigo Assis Horse; Adilsin Gente Fina (fic, 7 min, 2005), de Januário Leal; e Só as Éguas são Felizes (fic, 4 min, 2006), de Vander Veget e Bruno Lopes.
Os filmes em exibição já foram a público em Goiânia no FestCine Goiânia e na Mostra Trash!, e também estão disponíveis no YouTube, um dos principais veículos de difusão de filmes independentes. Adilsin Gente Fina contabiliza mais de 50 mil visitas no site, e Só as Éguas são Felizes foi exibido no Festival Mix Brasil, em 2006. O Pequi conta ainda com mais dois filmes, que completam a trilogia.
Todos os filmes em exibição foram produzidos de forma independente, isto é, sem recursos financeiros advindos de editais de fomento à cultura. Porém, mais do que terem sido feitos sem cachês para a equipe e elenco, os filmes possuem temáticas sui generis, que caracterizam os filmes mais por seu conteúdo do que pela maneira como foram produzidos. Ou seja, em termos de independência, podemos questionar um filme quanto sua forma de produção e do roteiro que ele propõe. Quem assistir poderá questionar: será que algum desses filmes passaria por uma comissão de seleção de editais, dado aos polêmicos roteiros em questão, quando até mesmo uma sinopse pode ser alvo de censura?
Pela temática, o curta O Pequi se enquadra na categoria trash: seres de outro planeta se utilizam de pequis para infiltrar na sociedade; pela independência financeira, temos Adilsin Gente Fina; e pelo roteiro temos Só as Éguas são Felizes.
A estética do cinema trash é famosa no Brasil pelas produções do cineasta José Mojica Marins, o Zé da Caixão. Sangue escorrendo, tripas para fora, cenas noturnas e obscuras, vampiros, monstros e afins caracterizam a vertente terror, tão cara ao cinema trash. Por outro lado, no boca-a-boca do dia-a-dia, a expressão filme trash pode se referir a histórias com conteúdos “politicamente incorretos”, ou que simplesmente tenham sido feitos de forma independente, sem dinheiro, com equipe formada por amigos que em uma tarde gravam e em outra tarde editam.
Produtor musical e idealizador da Mostra Trash! – festival de filmes independentes – o debatedor convidado para esta edição, Márcio Jr., estará presente para falar sobre essas e outras questões com os diretores convidados. Formado na UFG em Engenharia, com mestrado em Comunicação Social pela UnB, Márcio Jr. é professor universitário, sócio-fundador da Monstro Discos e cinéfilo de carteirinha.
Como diria o realizador independente CarlosMagno Rodrigues, de Minas Gerais: Mini-DV = AK-47.
Vamos discutir o cinema goiano?



8º Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano
O Cinema Independente
Dia 28 de Julho (segunda-feira)
20 horas
Cine Cultura
Entrada Franca
Realização: nÓis produções, Frita Filmes, Fractal Filmes, Traktana Filmes e Lídia Stock


Assessoria de Imprensa: Lígia Benevides e Marcela Borela
Contato (Imprensa): Marcela Borela (62 84047700) –
marcelaborela@gmail.com, (Cc) desbitola@gmail.com
Web:
www.flickr.com.br/photos/desbitola

17 de julho de 2008

4ª MOSCA - Mostra Audiovisual de Cambuquira (MG) - Relato de uma viagem

4ª MOSCA - Mostra Audiovisual de Cambuquira (MG)

Tive a alegria de ir pra cidade de Cambuquira, no interior de Minas Gerais, representar o documentário "Boca no Lixo", velho conhecido do blog. Uau, eu poderia ficar escrevendo aqui a noite toda sobre o ocorrido. Saí de Brasília às 19h30, pela viação Gontijo, rumo a terra do pão de queijo. Boatos sugeriam um frio de rachar na terra onde nasceu meu bisavô materno. Se no sertão de cá estava frio, era de se imaginar mesmo. E não me arrependi dos casacos, meias, calças e cachecol que levei em uma malinha velha e surrada, presente do meu pai. Após 15 horas de uma viagem tranquila, fria e cheia de comidinhas de posto de gasolina, cheguei na cidade que estava sediando, desde o dia 9, a 4ª Mosca - Mostra Audiovisual de Cambuquira (MG).

Cheguei no antepenúltimo dia do festival, dia 11, sexta-feira. Fui da rodoviária para o Espaço Cultural que abriga o evento, coordenado pela Ananda Guimarães e suas parceiras-colegas-amigas. Lá conheci a Ananda e a Fernanda, duas figuras que estudaram na UFSCar e que gostam de ver, fazer e exibir cinema.


Depois de um café, um passeio no espaço cultural e de conhecer mais algumas pessoas com as quais convivi intensamente pelos dias seguidos, fui para o hotel deixar minha malotinha. (Pausa para falar do local da hospedagem: Grande Hotel Brasília. Será tudo mera coincidência?) Depois de quase perder meu casaco no estacionamento, voltei para a rua onde eu iria passar 97% do tempo em que estive na cidade. Rapidamente localizei a farmácia, a lan house e... ué, onde está o Banco do Brasil? Uma senhora surpresa: em Cambuquira não tem agência nem caixa do Banco do Brasil. Imaginei rapidamente que não deveria ter nenhuma loja d'O Boticário lá também. Mas, inicialmente, com algum dinheiro no bolso, eu iria sobreviver. Conversinha e docinho na lanchonete próxima com um simpático paulista chamado Marcos Camargo e sua companheira de viagem Roberta. Fui pro hotel recobrir minhas forças com um bom banho e uma nova roupa.
A alegria de viajar para um festival equivale mais ou menos a alegria de quando se é criança e você entra de férias em dezembro. Difícil até se conter. Viajar é uma das ações que mais me dá a sensação de liberdade, acompanhada geralmente por sentimentos como euforia, riso frouxo, gargalhadas internas, frio na barriga, vontade incessante de comer chocolate, lapsos de desejo por cerveja e/ou vinho (junto ou separado!) e vontade de não dormir pra não perder nada. O que no meu caso é um risco constante, tendo em vista que meu sono é algo difícil de saciar.


Almocei um lombinho com cebola no Café da Mosca, reduto gastronômico do festival - chocolate com conhaque, cerveja Bohemia, novos amigos, revistas de cinema, dvd's de curtas...
Soube depois que haveria mais um cidadão goiano em Minas. Representando o curta de ficção "Nosferatu", dirigido pela Heloá Fernandes e Rodolfo Carvalhaes, filme que também esteve no FestCine Goiânia e em Atiabaia, assim como o BOCA NO LIXO, aterrisou em Cambuquira o Carlos Cipriano, fazedor de filmes e professor/coordenador do curso de Fotografia e Imagem de uma faculdade particular de Goiânia. Surpresa boa, já que todo mundo que estava na mostra era amigo de longa data, eu também me alegrei de ter um por ali!


Encontrei Cipriano enquanto "Boca no Lixo" estava sendo exibido. Cheguei a subir no palco para apresentar o filme. Sempre aquela tremedeira na mão, um gaguejada aqui, uma trombada na dicção acolá, mas sobrevivi. Após a exibição do filme, pra variar, a emoção incontida não me permite ficar na sala de projeção. Saio pra tomar um ar e fumar um cigarro. Paradoxal, no mínimo. Volto pra sala de projeção. O frio lá fora é quase um atentado. Minha gripe recém domada ainda dá sinais de vida, mas uma bebida quente aquece a garganta e a alma.



E por falar em cinema, a seleção de filmes da mostra foi ótima. Revi alguns diretores, conheci muuita coisa nova e me surpreendi com as belas histórias, diversidade de técnicas, de formatos, de linguagens. Fiquei feliz por ter meu filme ali no meio de tanta coisa boa, como "Satori Uso", uma aula de fotografia, direção e formalismo, e tantos outros que citarei quando estiver com a programação em mãos (difícil lembrar de tantos filmes, nomes e diretores... faço aqui o mea culpa).

Não me canso de ver o BOCA. Já sei as falas de cor, mas que diretor não sabe as falas do seu filme de cor, não é mesmo, Brasil? Achei a projeção da mostra muito boa, aliás, fiquei bastante satisfeita. Apenas tive que pedir para aumentarem um pouco o volume, que ficou nitidamente baixo durante as falas do coletor João, um dos melhores depoimentos do filme. Problema prontamente resolvido, agilmente solucionado pelas meninas arretadas da produção.


Após a exibição, o debate com o público. Três mediadores cineclubistas faziam as honras. ( ) O mais falantes deles e visivelmente mais experiente - ou desinibido - era o Gabriel. Com a voz da altura do corpo, deu início ao debate de forma formal e espontânea. Bem, aí eu comecei, né? Falei, falei, falei. Falei da Ana, falei do João, falei da minha vida que mudou depois do filme, falei da pequena pesquisa com a Jane, falei das minhas motivações, falei da equipe, da proposta... E, fortuitamente, ouvi muito. O público gosta do Boca porque aprende muito com o filme. As pessoas sentem o filme como necessário. "É preciso exibir em escolas", diz um. "Procure a empresa alemã XYZ, pois eles apóiam projetos como os seus", sugere uma senhora loura e distinta. "Na minha cidade teremos enchente em breve", denuncia uma jovem.


Um rapaz de faixa na cabeça ouve atentamente e faz perguntas que me levam a crer que ele é realizador. Sim, ele era mesmo, o Rafael Rolim. Não cheguei a ver o filme dele na Mosca, mas vi a cópia aqui em casa, em Brasília, e gostei muito do filme, que também se tece sobre a paisagem urbana, falando da vida e sobrevida de uma praça gigante, linda e maluca de São Paulo.

Nesta primeira noite do festival conheci várias pessoas, dentre eles um sr. chamado Dimas, que vai todas as férias para Cambuquira, deixando seus filhos malucos ("Se bem que nas últimas férias nós fomos para Florianópolis"). Este simpático sr. tinha estado no debate, e, bem, se debateu tentando falar mas não conseguiu. Eu tentei dar-lhe a palavra, mas inútil. De forma que quando entrei no café fui por ele saudada e convidada a me sentar.

Disse-me então que no dia anterior vira um documentário sobre o cineasta da Atlântica Carlos Manga, que fez muitos filmes com o Grande Otelo. Disse Carlos Manga, segundo o Dimas, que é preciso que se filme aquilo que não é visto, pois do contrário não é necessário. É preciso filmar aquilo que se ignora, que não sobressai. E, segundo o Dimas, mais uma vez, reside aí o trunfo do nosso documentário. Quando propomos uma narrativa cuja voz preponderante é a dos trabalhadores da limpeza urbana, estaríamos exibindo aquilo/aquele que não é visto/ouvido. Sempre muito bom ouvir isso. Nos dá força para continuar.

Após alguns goles, conversas e muito frio, seguimos os habitantes provisórios do Grande Hotel Brasília rumo ao destino que o frio de 7 graus nos guiava: a cama. Sobrepus umas 7 peças de roupa e fui dormir.

Como era de se esperar, eu acordei tarde pra burro. Não consegui almoçar e tive que me contentar com 2 salgados e umas cervejas, acompanhada pelo Cipriano, que teve que encurtar sua viagem e retornar a Goiânia no ônibus das 16h55. Aproveitei que estava na rodoviária e fui verificar o preço da passagem para Belo Horizonte. Pretendia visitar um amigo e, bem, pretendia, porque o valor de 50 reais inviabiliza meu desejo e eu fui em busca de carona pra BH, o que acabou não acontecendo. De todo modo, o amigo viajou, e eu fiquei feliz por ter ficado até domingo em Cambuquira.


A noite de sábado foi a melhor. Depois de assistir vários curtas da melhor qualidade, como "Sonido", da Fernanda Fraiz, entre muitos outros cujo nome agora não lembro (...), fomos todos pro café hablar, hablar e hablar. Essa noite terminou cedo, lá pelas tantas da madrugada. Nessa noite o frio foi menor! Neste dia ganhei o filme do Rafael e o "Landau 66", um ótimo filme, com uma direção segura e muitos efeitos especiais, de final impactante.


Na manhã de domingo acordei mais cedo. Estava preocupada com meu destino: passagens, horários, dinheiro. Tive que ir para Três Corações, cidade natal do rei Pelé e que fica a 20 minutos de Cambuquira. O motivo: encontrar um Banco do Brasil. Com a lotérica da Caixa fechada, eu não tinha como sacar os 112 reais necessários para a compra da passagem de volta para a terrinha. Passeio bacana, fui curtindo a paisagem e aproveitando os últimos momentos do festival.

De volta a Cambuquira, passagem pela rodoviária para comprar a passagem. Tudo certo.

Antes das premiações assistimos aos 3 curtas produzidos durante as oficinas de interpretação e realização audiovisual. Gostei muito do primeiro deles, um curta de ficção científica, que soube explorar bem os espaços e objetos antigos do casarão que abriga o Espaço Cultural, onde o Mosca aconteceu. Abaixo uma cena do filme.



Depois dos filmes produzidos nas oficinas viriam os resultados do Júri Popular em forma de projeção, uma forma interessante de agilizar o processo e nos anunciar os "vencedores" de forma original e bastante cinematográfica.
Começamos com a Menção Honrosa concedida pela organização do Mosca: "Ecos da Terra", de Paulo Abel, uma ficação de 9 minutos produzida em São Paulo. Merecido.

Em seguida, Melhor Animação para "Rua das Tulipas", do Alê Camargo, que conheci em Atibaia com o curta "A Noite do Vampiro". Animação em 3D produzida pela OZI, escola caríssima de cinema que tem em Brasília. Merecido também. Tivemos ainda Melhor Curta Infantil: Doce Turminha e o Bom Samaritano, de SC, uma animação de 10 minutos dirigida poe Eduardo Drachinsky, amigo da Fernanda Fraiz. Particularmente, eu não gostei muito do fime, mas deu para entender porque ele ganhou: um roteiro super cristão que fala sobre a ajuda ao próximo, com um escaravelho velhinho em perigo, que é o contador de histórias de um grupo de crianças-insetos.

Aí entrou a cartela para Melhor Documentário. Fiquei na expectativa. Alguns bons 10 segundos de tela preta. Senti meu rosto esquentando e fiquei imaginando a música dos créditos iniciais tocando. Mas não era imaginação. A música começou de fato, e eu me dei conta de que tínhamos ganhado. Meu rosto pegando fogo, alegria e espanto. Alguns sorrisos dos colegas ao lado ao me reconhecerem sorridente na sala escura de cinema.

Depois da projeção corri pra
pro hotel para pegar a mala, desde cedo arrumada para evitar maiores correrias, e de volta para a sala de exibição, onde aconteceria a entrega dos certificados da premiação feita por votação pelo júri popular. "Bem, lá vamos nós para mais um encerramento", pensei eu com meus botões. A gente nunca pensa na premiação durante o festival - é uma coisa legal e chata ao mesmo tempo, tendo em vista que podemos sair de lá com alguma coisa - ou não. Entretanto, uma vez que você ganha, aí é só alegria mesmo! Abaixo, eu no palo agradecendo. Hehehe!





Acima, as brotas produtoras do festival! Organizadas, gente boa e boas de serviço! Merecem aplausos! Espero ter outros filmes pra poder inscrever nas próximas Moscas que vierem voando nos próximos anos! Detalhe: festival realizado sem leis de incetivo à cultura! Uma verdadeira raridade!!

Bem, depois que tudo acabou... só me restou despedir da bela cidade de Cambuquira, com suas águas gasosas de gostos diversos e poderes medicinais!

Obrigada a tod@s e até o ano que vem!
Né?
=P

Toda as fotos são de autoria de Mateus Rios - Organização Mostra Mosca